De 27 de fevereiro a 12 de abril o MACC – Museu de Arte Contemporânea, em Campinas, recebe o projeto Cidadela Arte e Natureza. Ancorado pela exposição Cidadela, da artista visual Maria Ezou, o público é convidado para uma experiência imersiva no universo das infâncias, suas sensações e subjetividades.
Além da mostra haverá programação complementar com Formação para educadores – Arte e Infância, ministrada pela artista no dia 27 de fevereiro, das 14h às 17h. Já no sábado (28), às 11h, será promovida a Ação Semear, com plantio de mudas de árvores nativas em celebração à chegada do projeto na cidade. Além disso, durante o período da exposição haverá visita mediada para grupos.
A exposição, com entrada gratuita, estará na cidade depois de circular pelo Brasil, em diferentes formatos desde 2022, por Minas Gerais, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará, somando mais de 64.000 espectadores. A instalação interativa materializa uma cidade imaginária e biocêntrica, uma fortaleza onírica onde os seres humanos, seus corpos, as casas e o restante da natureza são partes de um mesmo sistema: harmônico e fantástico.
Ao chegar na exposição, o público se depara com um portal de entrada, que se assemelha à uma trama de raízes aéreas de mangue e à silhueta de uma montanha. A estrutura, que leva o nome de “estufa”, tem suportes que guardam pequenos vasos biodegradáveis com matéria orgânica, mudas de plantas nativas de um dos biomas originais da cidade de Campinas, a Mata Atlântica e o Cerrado, e lápis e papel. O visitante poderá realizar suas primeiras interações com a obra, seja pelo plantio de mudas que serão destinadas à restauração ambiental ou realizando um autorretrato que integrará a galeria de novos “habitantes” da Cidadela.
Ao adentrar um pouco mais, descortina-se a cidade formada por 15 “casas-corpos” – esculturas feitas a partir do molde do tronco da própria artista, com diminutas janelas e portas em seu ventre, que dão acesso a minimundos imaginários. No interior de cada “casa-corpo”, o olhar curioso se depara com uma dramaturgia particular, dialogando com um aspecto diferente da infância, interconectado com o fluxo dos corpos e suas distintas emoções, o cotidiano das casas e as dinâmicas da natureza. Para contar cada história, o cenário e objetos, em miniatura, são animados por autômatos mecânicos e eletrônicos, pela transição de luzes e pela trilha sonora individual de cada casa, além de estímulos auditivos como o som das águas, do vento, do pisar na terra e do crepitar do fogo. Cada “casa-corpo” recebe também uma audiodescrição, que promove a acessibilidade.
O fio condutor das obras são as artes têxteis, que Ezou intersecciona com o teatro de animação, a arte eletrônica, o audiovisual, a literatura, as musicalidades e os autômatos artesanais. Ela ainda emprega técnicas auxiliares como marcenaria, serralheria artesanal e colagem e, por fim, as conecta a saberes como mecânica do movimento, arquitetura vernacular, biologia e agroecologia. Assim, Maria tece o enredo que resulta na narrativa maior, o mundo sonhado da Cidadela.
Para proporcionar uma experiência plena às crianças, a expografia respeita as dimensões dos pequenos, e os minimundos são localizados na altura do olhar da criança. Para os adultos, o convite é para que experimentem a Cidadela a partir do ponto de vista dos pequenos.
A exposição pretende reafirmar o corpo como espaço de autonomia e alteridade e, por isso, cada espectador escolhe sua trilha de visitação, descobrindo, em cada Casa, um universo particular e a temática inerente à infância daquela obra. Compõem a Cidadela as Casas Gestar; Infância; Memória; Amor, Raiva; Empatia; Espera; Afeto; Alegria; Proteção; Desafio; Preguiça; Liberdade; Medo e Tristeza.
Premiada artista, performer e educadora, Maria Ezou é porta-voz do movimento das artes visuais para as infâncias e trabalha o universo onírico e fantástico contando histórias imersivas e sensoriais. Com Licenciatura em Educação Artística (Unesp), chegou a cursar parte do Bacharelado em Artes Plásticas (FAAP) e tem formação em Cenografia. Em uma infância de liberdade, experimentação e integralidade com a natureza, Maria foi uma criança curiosa e apaixonada pelo funcionamento das coisas, dos corpos, dos fluxos e dos lugares. Encantamentos que se tornaram estruturantes em sua obra. Filha de mãe arquiteta, entrou em contato com a arquitetura vernacular muito cedo e, ainda criança, viajou com a família pela América Latina, quando conheceu as cosmogonias Inca e Maia.
Entre seus trabalhos estão o Projeto Cidadela [Exposições: Cidadela-Corpo – Sesc Pompeia (2022), Cidadela Fotos – Circulação Minas Gerais, Brasília e São Paulo (2023), Cidadela – CAIXA Cultural Fortaleza, 2023/24]; Quadro bordado “Janelas do Céu”- vencedor do CONTRASTES MAB FAAP (2003); Performance “Fauna InFesta“ – exposição Augusto de Campos, no Sesc Pompéia (2016); Direção de arte dos espetáculos “A Ciranda do Villa“ – indicado aos prêmios FEMSA e Cooperativa Paulista de Teatro; “Os Saltimbancos“, (2008)- indicado ao prêmio FMSA (2008); “O Príncipe Feliz“ premiado pelo 13º Festival Cultura Inglesa (2009); “Grandes Pequeninos” Indicado ao Grammy Latino de Música (2010); “Mário e os Marias“, premiado pelo APCA de Melhor Espetáculo de Rua para Crianças (2012) e “Coágulo” – performance videoarte premiada no RUMOS Itaú Cultural (2021).
O projeto Cidadela Arte e Natureza é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, contemplado no Edital Fomento Cultsp – Proac Nº 26/2024 – Circulação De Exposição De Artes Visuais, com produção da PlantaSonho Arte e Cultura, da produtora e gestora cultural, Débora Bruno.
Serviço:
Exposição Cidadela – Arte e Natureza
Abertura: 27 de fevereiro
Período da exposição: 27 de fevereiro a 11 de abril de 2026
Local: MACC – Museu de Arte Contemporânea de Campinas
Endereço: Av. Benjamin Constant, 1633 – Centro – Campinas
Entrada franca
Horário de funcionamento: Terça a sexta das 10h às 18h | Sábados das 10h às 16h
Acessibilidade: A exposição conta com o recurso de audiodescrição e acessibilidade espacial para pessoas com deficiência, como também atividades com libras.
Programação Especial (sujeita à alteração):
♦ Abertura Formação para Educadores – Arte e Infância com visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Dia 27 de fevereiro, das 14h às 17h
Ministrante: Maria Ezou
Entrada franca com inscrições via formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdQyUOCcVb8wZLj9D5duKk1nZZTtJy_BzKD8pgrKZCbF6nN9A/viewform
♦ Ação Semear – Evento de plantio e visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Dia 28 de fevereiro, às 11h
Entrada franca
Visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Dia 28 de fevereiro, às 14h
Entrada franca
♦ Visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Dia 05 de Março, às 10h
Entrada franca
Diálogos Transversais – Arte e infância, o direito ao sensível
Dia 05 de Março, às 14h – com Maria Ezou e Paula Monterrey
Dia 05 de Março, às 14h – com Mônica Cardim
Entrada franca
♦ Debate Educativo e visitas guiadas
De 28 de fevereiro a 12 de abril
Visitas mediadas para grupos de até 40 pessoas
Entrada franca. Agendamentos via formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdjs3DDAb6n4toublFbrlU80bZuK3yklNK9bvB4OTTIeFQKSA/viewform











