O CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) realiza nesta sexta-feira (29) e no sábado (30) mais uma edição do Ciência Aberta, um dos maiores eventos de divulgação científica do país. No ano passado, foram quase 40 mil participantes nos dois dias de evento. Para maior controle sobre o evento e conforto dos visitantes, neste ano a participação será exclusiva para os que retiraram convites antecipadamente.
A programação reúne cerca de 100 atividades distribuídas em nove grandes áreas do CNPEM: Biorrenováveis, Biociências, Conexão CNPEM, Engenharia e Tecnologia, Nanotecnologia, Luz Síncrotron, Ilum Escola de Ciência, Parceiros e Orion. A lista completa das atividades está disponível em Ciência Aberta 2026 – Programação de atividades.
A visita inclui passagem pelas instalações do Sirius, o maior equipamento científico já construído no país e um dos aceleradores de partículas mais avançados do mundo. Também haverá espaço interativo dedicado ao Programa de Inovação Radical em Saúde, estande dedicado ao projeto do complexo de laboratórios Orion e duas praças de alimentação.
As atividades abordam temas de fronteira da ciência, como Inteligência Artificial aplicada à saúde, robótica e nanotecnologia, além de dezenas de atividades abordando física e engenharia, em temas como aceleradores e raios X. Biotecnologia e saúde também ganham espaço com atrações sobre DNA, CRISPR, biofármacos, câncer e protonterapia, incluindo os estandes do Orion e do Programa de Inovação Radical em Saúde. Sustentabilidade e energia limpa aparecem em atividades sobre hidrogênio verde, bioenergia, biodiversidade e economia circular.
“O Ciência Aberta é mais do que uma celebração das ações do CNPEM. É uma forma de reconhecer o trabalho coletivo de pessoas que acreditam que o Brasil pode ir mais longe por meio da ciência, da tecnologia e da inovação. Cada avanço apresentado ao público carrega o esforço de gerações que apostaram no conhecimento, na cooperação e na construção de futuro. A ciência é uma construção humana e coletiva, feita de persistência, confiança e visão de longo prazo, e, por isso, precisa ser valorizada, divulgada e reconhecida pela sociedade. É assim que inspiramos novos talentos, fortalecemos nossas instituições e reafirmamos o papel estratégico da ciência brasileira na construção de um futuro melhor”, afirma Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM.
Para quem estará de carro, o estacionamento oficial do evento é gratuito, com vagas limitadas, e será localizado na Escola SABIS (Av. Giuseppina Vianelli di Napoli, 555). Para os que estarão de taxi, ônibus ou transporte por aplicativo, recomenda-se a entrada pela Rua Giuseppe Máximo Scolfaro, 10.000.
Estudantes
Os ingressos para grupos estudantis se esgotaram em menos de 24 horas durante o período de cadastro, em março. A expectativa é receber entre 15 mil e 20 mil estudantes ao longo do evento. Cerca de 60% dos inscritos nunca visitaram o CNPEM anteriormente.
Os 344 grupos cadastrados representam 9 estados brasileiros e o Distrito Federal, com predominância de escolas do estado de São Paulo, responsáveis por 88% das inscrições. Entre as instituições inscritas, 53% são públicas, das esferas municipal, estadual ou federal.
A maior parte dos grupos é composta por estudantes de Ensino Médio, presentes em 65% dos grupos cadastrados, seguido por estudantes do ensino fundamental II, ensino técnico, graduação, ensino fundamental I, pós-graduação e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Além das atividades interativas nos laboratórios e áreas expositivas, o evento contará com a “Sede de Ciência”, espaço de debates e conversas com pesquisadores e convidados.
Na sexta-feira (29), a programação será voltada especialmente a professores e educadores, com mesas-redondas e rodas de conversa sobre divulgação científica, Inteligência Artificial na educação e oportunidades de capacitação oferecidas pelo CNPEM. Haverá uma conversa aberta entre pesquisadores e visitantes, com oferecimento de café aos participantes.
No sábado (30), a “Sede de Ciência” terá uma programação aberta ao público, com debates sobre aceleradores de partículas, tecnologias quânticas, fósseis analisados no Sirius, biodiversidade amazônica e terras raras. O espaço contará ainda com venda de chope e interação direta entre pesquisadores e visitantes.
Encerrando a programação, o diretor-geral do CNPEM, Antonio José Roque, participa de uma conversa sobre o novo polo de inovação em saúde liderado pelo Centro em parceria com o Governo Federal. O debate abordará iniciativas voltadas à produção nacional de vacinas, terapias e Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) estratégicos para o SUS.






