O 3º Congresso CancerThera será realizado nos dias 12 e 13 de março, próximas quinta e sexta-feira, no Auditório da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp), em Campinas, com atividades das 8h às 18h30.
Com o tema “Os desafios da pesquisa translacional no Teranóstico em câncer”, o encontro reunirá pesquisadores, profissionais de saúde e estudantes para discutir avanços no desenvolvimento de radiofármacos, metalofármacos e estratégias diagnósticas e terapêuticas voltadas aos cuidados com pacientes oncológicos.
Segundo o presidente do congresso e pesquisador responsável pelo CEPID CancerThera, o onco-hematologista Carmino Antonio de Souza, o evento foi estruturado para ampliar o diálogo entre áreas. “Esta edição foi planejada para oferecer um espaço plural e integrador, que estimule a troca de experiências, o estabelecimento de conexões profissionais e a atualização científica de excelência”, afirma o médico, que é também professor da FCM/Unicamp.
Entre os convidados internacionais estão Giuseppe Saglio, professor da Universidade de Turim e diretor do departamento clínico no Hospital Universitário San Luigi (Itália), António Manuel Rocha Paulo, pesquisador do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa (Portugal), além de membros do Centro Uruguaio de Imagiologia Molecular (Cudim), como Javier Giglio, professor da Faculdade de Química da Universidade da República, e Manuela Bentura, doutoranda em Química pela Universidade da República (Uruguai). A expectativa é que a participação de especialistas estrangeiros contribua para ampliar colaborações e perspectivas no campo da pesquisa sobre o Teranóstico em câncer.
A programação do evento está estruturada em dias intensivos de atividades científicas, combinando palestras magnas, sessões temáticas, comunicações orais e apresentações de pôsteres, promovendo a interação entre áreas como Medicina Nuclear, Oncologia, Onco-hematologia, Química, Radioquímica e Radiofarmácia.
O primeiro dia abre com conferência sobre medicina de precisão em leucemia mieloide crônica e avança por sessões dedicadas a câncer de pele e cabeça e pescoço, abordando desde desafios cirúrgicos e terapêuticos até o desenvolvimento de metalofármacos, fototerapia e aplicações de exames de imagem. Ao longo do dia, comunicações orais apresentam resultados pré-clínicos e clínicos, seguidas de debates integrados.
No período da tarde, a programação destaca câncer de mama, tumores de tireoide e neoplasias neuroendócrinas, com forte ênfase em abordagens teranósticas e integração diagnóstico-terapia. A agenda inclui ainda uma sessão dedicada à quantificação e à modelagem matemática em imagens médicas, contemplando temas como CAR-T, farmacocinética, indicadores quantitativos em tomografias e aprendizagem de máquina. Intervalos estratégicos são destinados à visitação de pôsteres eletrônicos distribuídos em múltiplos totens.
O segundo dia aprofunda a multidisciplinaridade no desenvolvimento de radiofármacos, com foco em planejamento de complexos metálicos, estudos pré-clínicos, nanotecnologia e infraestrutura nacional em aceleradores. Na sequência, são discutidas aplicações teranósticas em doenças onco-hematológicas e câncer de próstata, além de qualidade na produção de radiofármacos e perspectivas do modelo Teranóstico em tumores gastrointestinais. As sessões de pôsteres acompanham toda a programação, com apresentações curtas avaliadas por moderadores, reforçando o caráter translacional e colaborativo do congresso.
Cursos pré-congresso
Como novidade desta edição, o evento oferecerá, dia 11 de março, quarta-feira, dois cursos pré-congresso gratuitos, exclusivos para inscritos e com vagas limitadas. Pela manhã, o curso “Análise de dados de dose-resposta para a descoberta pré-clínica de fármacos” abordará desde o planejamento de ensaios MTT até a modelagem estatística e a aplicação em linguagem R, com 120 vagas. À tarde, “Dominando os radionuclídeos: princípios químicos para aplicações na Medicina Nuclear” apresentará fundamentos de Radioquímica e do desenvolvimento de radiofármacos, com 50 vagas.
O congresso é realizado pelo CEPID CancerThera em parceria com o Hemocentro e a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). As inscrições ainda estão abertas, com valor único de R$ 50 para ouvintes.
Para inscrições e mais informações: bit.ly/3CongressoCancerThera
O que é o Teranóstico no câncer?
O Teranóstico é um modelo utilizado em Medicina Nuclear que combina, em uma mesma abordagem com pacientes oncológicos, o diagnóstico por imagem (identificando a presença e a extensão de tumores) e a terapia por meio do uso de radiofármacos. Essa estratégia permite selecionar pacientes com maior probabilidade de resposta, monitorar a eficácia do tratamento e personalizar condutas terapêuticas.
O Centro de Inovação Teranóstica em Câncer (CancerThera) é apoiado pela FAPESP como um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) que atua no desenvolvimento de soluções em diagnóstico e terapia para o câncer. Suas pesquisas integram múltiplas áreas do conhecimento científico com foco na criação de radiofármacos e metalofármacos. O centro opera segundo a modalidade de pesquisa translacional, conectando, de forma integrada, a pesquisa básica à aplicação clínica, passando por estudos pré-clínicos, e buscando ampliar o acesso a tecnologias inovadoras no sistema de saúde brasileiro, além de fomentar a formação de recursos humanos especializados e a cooperação internacional.












