Na Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, ações de mulheres e jovens serão evidenciadas para a busca de soluções. A necessidade desta conexão é apontada pelo subsecretário-geral Miguel de Serpa Soares. O evento está marcado para 27 de junho, em Lisboa.
“Há 10 anos ninguém falava deste assunto. Obviamente, a questão de igualdade de gênero é mesmo um Objetivo na Agenda 2030. Portanto, o que nós possamos fazer para melhorar as condições e a visibilidade de mulheres e jovens é muito importante. O Objetivo, relativamente aos oceanos, abrange obviamente problemas de gênero. Pensamos que, por exemplo, a maior parte do trabalho de indústrias menos qualificado ou mais mal pago é feito por mulheres. Nós temos estudos que nos dizem que, sistematicamente, o elemento feminino é pago menos do que o equivalente masculino”, informa Soares.
De acordo com a ONU ainda persistem desigualdades mesmo com a presença feminina crescente em campos como o setor marítimo global. Para o também assessor jurídico da ONU, que é Campeão Internacional de Promoção de Gênero e porta-voz do evento, o grupo é o mais afetado quando se trata de proveitos nos mares.
Em nível global, uma ilustração desta desigualdade é que em plano mais amplo as funcionárias ganham apenas 77 centavos para cada dólar ganho pelos homens. A ONU afirma que um desequilíbrio de gênero atrasaria os benefícios da diversidade marítima.
Em relação à atuação de jovens, Serpa Soares enfatizou a esperança, mudança e ação. Para impulsionar a ação do grupo em relação aos mares, a conferência acolhe um evento “Salvar nosso oceano, proteger nosso futuro”.
Inovações
A ideia é que a interação na conferência em Lisboa promova ideias, recomendações, inovações, soluções e ações protagonizadas pelo grupo.
Enfatiza o porta-foz do evento: “a juventude, em termos pessoais, tem que estar mais envolvida, porque eu tenho mais esperanças de que a juventude mude alguma coisa do que os menos jovens, por assim dizer, que são mais conservadores e resistentes às mudanças. A minha esperança é exatamente os jovens, que até ao momento, aderem muito facilmente a esta mensagem. Eles percebem perfeitamente o desafio. Percebem que este é um patrimônio comum da humanidade, que representa a parte do seu futuro, e, portanto, penso que há mais determinação, mais capacidade e mais vontade de mudança por parte dos jovens. Nós podemos encorajar isso através de pequenas ações que nem custam muito dinheiro. Nada de significado”.
A Conferência de Lisboa quer liberar o potencial de jovens gerações como parte da Década da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável.
Este alvo faz parte do ODS 14, onde se espera que jovens impulsionem processos que envolvam governos.
A atuação seria em campos como multilateralismo, ciência, políticas ambientais, parcerias para conservação e restauração de ecossistemas marinhos.
(Agência ONU News)







