Campinas se prepara para um feriado inédito. O Dia do Evangélico será celebrado pela primeira vez no município neste 12 de agosto, uma quarta-feira. A data foi instituída por meio do Projeto de Lei apresentado pelo vereador Filipe Marchesi (PSB) em 2025.
Trata-se do primeiro feriado criado pelo município em 23 anos. A sanção do prefeito Dário Saadi ocorreu em setembro do ano passado. Dário, no entanto, vetou o artigo que previa apoio financeiro e estrutural da Prefeitura para a realização de eventos religiosos, em respeito ao princípio de Estado laico.
A proposta foi construída em parceria com o Conselho de Pastores de Campinas com o objetivo de reconhecer a importância da comunidade evangélica na cidade.
Segundo a justificativa do projeto, a instituição do feriado municipal reforça a valorização da liberdade religiosa e do convívio harmonioso entre diferentes crenças. “O objetivo é que a data se consolide como um momento de reflexão e de fortalecimento de valores que colaboram para a vida comunitária e para o desenvolvimento social”, apontou o parlamentar, na ocasião.
A partir deste ano, Campinas passa a somar cinco feriados municipais oficiais, além dos estaduais e nacionais. O último havia sido o Dia da Consciência Negra, instituído em 2002 – apenas em 2023 a data se tornou feriado nacional.
São feriados municipais na cidade a Paixão de Cristo – sexta-feira que antecede o domingo de Páscoa; Corpus Christi; Dia do Evangélico – 12 de agosto; Dia da Consciência Negra – 20 de novembro (que em 2023 tornou-se nacional); e Padroeira de Campinas – Nossa Senhora da Conceição – 8 de dezembro.
O feriado
A Prefeitura informou que o Dia do Evangélico seguirá a mesma rotina dos demais feriados. Permanecerão fechados Repartições públicas municipais, Centros de saúde e Escolas.
Para as empresas e estabelecimentos comerciais de Campinas, o funcionamento no novo feriado deve seguir as regras da Convenção Coletiva de Trabalho, firmada entre o Sindicato do Comércio Varejista de Campinas e Região e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campinas, de acordo com o SindiVarejista.







