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Home Colunistas

Documentário escancara guerra religiosa – por João Nunes

João Nunes Por João Nunes
6 de dezembro de 2022
em Colunistas
Tempo de leitura: 3 mins
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Documentário escancara guerra religiosa – por João Nunes

A ativista Zafira Ghafari se elege prefeita de uma cidade afegã e sofre ameaças no documentário “Em suas Mãos”

Quando se assiste a documentários em geral, políticos em particular, há que se levar em conta as tendências daqueles que o produziram e dirigiram. Contudo, não há o que discutir no filme “Em Suas Mãos” (In Her Hands, Reino Unido e EUA, 93 min, 16 anos) de Tamana Ayazi e Marcel Mettelsiefen, se um dos lados, composto pelos guerrilheiros talibãs, luta para manter o estabelecimento do regime teocrático no Afeganistão.

 

Estado é leigo por natureza; Deus cabe em igrejas, mesquitas, sinagogas, terreiros e outros espaços do gênero. Na constituição de um país, claro, existem princípios defendidos pela religião que são regras universais, como não matar ou roubar. Nisto todos concordamos.

 

As discordâncias surgem quando Zafira Ghafari se elege prefeita de uma cidade meses antes de as forças militares norte-americanas deixarem o Afeganistão após 20 anos de ocupação. Nesse momento, acompanhada de seu fiel motorista, Zafira sofria perseguições e ameaças de morte coordenadas pelos talibãs.
Até então, ela vê as ameaças apenas como pressão natural. Depois de ler uma das cartas enviadas pelos guerrilheiros, ela desdenha: “eles fazem isso há dois anos e nunca passou de ameaça”. Tudo muda com o anúncio da saída dos americanos.

 

 

O pecado de Zafira é ferir os princípios religiosos do islamismo, que sabem ser severíssimos com as mulheres. Não bastasse assumir o cargo que, segundo eles, deveria ser de algum homem, a prefeita incentiva a educação das mulheres – ela própria estudou escondida do pai. Com isso, vira inimiga dos guerrilheiros, notadamente depois que eles tomam a capital Cabul.

Tal pregação da ativista é cooptada pelos diretores (um homem e uma mulher) como modo de expressar, na forma, exatamente o conteúdo que o filme se propõe a defender. Ou seja, não é um homem o diretor nem uma mulher, mas ambos, como se proclamasse que não existe sociedade, apenas, com a participação/imposição dos homens.

 

É no juntar as forças de ambos os lados que qualquer comunidade se impõe para vencer as lutas da vida.

 

E, como se poderia esperar, os talibãs não somente ironizam o trabalho de Zafira como querem que ela volte a cozinhar e a lavar roupa – estes, sim, papéis indicados para as mulheres.

Esse discurso que está longe de ser pregado, somente, no distante Afeganistão, pois o Brasil tem número assustador de pessoas que pensam igual, em especial, os evangélicos, que também acreditam na possiblidade de nosso país ter governo teocrático.

A capacidade do documentário em gerar empatia pelo fato de colocar a ativista afegã como protagonista ganha em credibilidade ao reservar espaço para fala de representantes da guerrilha. Seja para aquele que assiste ao filme ouvir o que dizem os inimigos de Zafira, seja para permitir que eles também tenham voz e dessa maneira não acusar os diretores de tendenciosos.

O documentário tem cenas reais fortes, como o assassinato de importante figura ligada a Zafira, imagens e sons da guerra; do motorista que, depois, se sente abandonado; dos confins onde se acantonavam os guerrilheiros antes de eles tomarem Cabul e a famosa sequência que se espalhou pelo mundo, na qual centenas de pessoas tentando embarcar se agarram ao avião em movimento que leva afegãos para fora do país – imagem conhecida que ainda hoje choca o espectador.

 

“Em Suas Mãos” é o típico filme chamado de necessário.

 

Seria bom se os conflitos do Afeganistão não tivessem existido, mas, uma vez que se consumaram, o filme serve como libelo contra a guerra e contra aqueles que querem impor a verdade deles a um povo.

Pior: atribuem a Deus a ordem de matar os que violam as cruéis leis humanas que, por exemplo, acreditam que o papel da mulher é ficar calada e cuidar do marido e dos filhos. Zafira prova que pode e faz tudo isso, mas nunca perde a visão do papel social dela junto ao povo.

Não por acaso, ela segue na luta em busca de dignificar o papel feminino numa sociedade retrógrada. E começa bem ao criar escola de formação e informação dedicada às mulheres. É a educação, não a religião, o alicerce de um país.

 

O filme está disponível na plataforma Netflix

João Nunes é jornalista e crítico de cinema

Tags: AfeganistãodocumentárioEm Suas Mãosguerra religiosaIn Her HandsJoão NunesSala de CinemaTaleban
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