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Home Colunistas

Eleições em metade do planeta em 2024 e emergência climática – José Pedro Martins

José Pedro Martins Por José Pedro Martins
10 de janeiro de 2024
em Colunistas
Tempo de leitura: 4 mins
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Tribunal londrino reabre processo de US$ 7 bi por desastre em Mariana

Rompimento de uma barragem em Mariana (MG), em 2015, que causou o maior desastre ambiental da história do Brasil - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Metade do planeta vai às urnas em 2024 e esse calendário eleitoral excepcional pode ser decisivo para o futuro do debate sobre a emergência climática e, também, para outros temas socioambientais de enorme gravidade em curso. Mais de 50 países, somando quase 4 bilhões de pessoas e 2 bilhões de votantes, realizarão eleições, em diferentes contextos e realidades, mas com o denominador comum de relevantes desafios para o futuro da democracia no planeta e, também, da própria agenda socioambiental global.

O que está em jogo nesse gigantesco conjunto de eleições, em termos de relevância para a agenda socioambiental, é o fato de que em muitos casos os favoritos ou, ao menos, importantes candidaturas são tipificadas como negacionistas ou céticas em relação à emergência climática.

De modo geral, as candidaturas ultraconservadoras, que estão em alta em muitos países e regiões, contemplam uma visão que contesta o fato – consensual entre a imensa maioria dos cientistas – de que o planeta passa por uma crise climática de origem humana. Ou seja, para esses candidatos negacionistas ou céticos, não são as atividades antrópicas, humanas, as causadoras do superaquecimento das temperaturas globais.

É o caso especial do candidato favorito às eleições nos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano. Em seu primeiro mandato como presidente, entre 2017 e 2020, Trump teve uma postura totalmente contrária ao que o mundo está vivendo como realidade evidente, o superaquecimento das temperaturas globais, em decorrência do incremento das emissões de gases de efeito-estufa, derivadas da queima de combustíveis fósseis. Trump, inclusive, retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, assinado em 2015 e que prevê uma série de ações para que o planeta não supere 1,5 grau de elevação da temperatura média sobre os níveis pré-industriais.

Em 2020, Trump perdeu as eleições para o democrata Joe Biden, que devolveu os EUA ao Acordo de Paris e às negociações do clima. Agora, entretanto, a candidatura Trump é novamente favorita e, se for confirmada sua vitória, será uma clara derrota para a agenda climática. Mas Trump precisa, em primeiro lugar, garantir a legalidade de sua candidatura, que vem sendo muito contestada, inclusive por setores da Justiça em alguns estados, em função do episódio de ataque de grupos de ultradireita ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. O ataque tinha o propósito de contestar o resultado das eleições de 2020, que deram a vitória a Biden.

Outro evento eleitoral de enorme importância para a agenda climática global é o da votação para o Parlamento Europeu, que acontecerá no mês de junho, entre os dias 6 e 9. Já é intensa a movimentação das diferentes correntes ideológicas na Europa.

Não são poucos os institutos de pesquisa e analistas que preveem um crescimento das forças ultraconservadoras nas eleições para o Parlamento Europeu. Trata-se de grupos políticos com uma agenda anti-imigração e em geral negacionistas, como nos casos de forças em ascenção na Alemanha, Bélgica e França.

Estão previstas eleições também em países de população gigantesca, como a Índia, e naqueles em situação de guerra, como a Rússia e a Ucrânia. Na América Latina, estão previstas eleições presidenciais em países como México e Venezuela.

No México, existe a forte possibilidade de eleição pela primeira vez de uma mulher como presidente da República, em razão das candidaturas consideradas favoritas de Claudia Sheinbaum, do oficialista Movimento de Regeneração Nacional (Morena) e aliados, e de Xóchitil Gálvez, que concorrerá pela Frente Ampla pelo México, aliança entre Partido Ação Nacional (PAN), Partido da Revolução Democrática (PRD) e Partido Revolucionário Institucional (PRI), que esteve no poder por décadas. Na Venezuela, um dos petroestados com eleições em 2024, a disputa será entre a candidatura do Partido Socialista Unido da Venezuela, do presidente Nicolás Maduro, e a da oposição liberal.

Ainda na América Latina, pleitos eleitorais acontecerão em El Salvador, Panamá, Uruguai e República Dominicana. Entre outros países, também haverá eleições na superpopulosa Índia, nos africanos Senegal, Namíbia, Moçambique, Guiné-Bissau, Botswana, Cabo Verde, Ghana, Togo, Ruanda, Sudão do Sul, Tunísia e África do Sul.o

No Brasil, também ocorrerão as importantes e sempre disputadas eleições municipais. Com a sequência de eventos climáticos extremos ocorrendo no país, em escala inédita, provocando muito estrago e, infelizmente, mortes, é de se esperar que muitos desses pleitos municipais incluam debates sobre como as cidades podem se preparar melhor para enfrentar as mudanças climáticas que, queiram ou não os céticos ou negacionistas, já estão acontecendo e com impactos generalizados.

Mas que as eleições municipais no Brasil também contemplem outros tópicos socioambientais relevantes para as respectivas realidades de cada uma das mais de 5570 cidades. Além dos efeitos das mudanças climáticas, com certeza todo município brasileiro enfrenta hoje algum tema importante de ordem socioambiental, seja em termos de combate à pobreza, de saneamento básico, de efeitos de atividades produtivas altamente poluidoras.

Segundo um levantamento do Repórter Brasil, por exemplo, divulgado em abril de 2023, 700 áreas de 178 municípios, em 15 estados brasileiros, são vulneráveis a eventuais rompimentos de barragens de mineração. Minas Gerais, onde ocorreram os casos de Mariana e Brumadinho, tem o maior número de barragens cadastradas: são 354.

Pois casos como Mariana e Brumadinho não devem, não podem mais acontecer. É inconcebível que no século 21, com as tecnologias e recursos disponíveis, eventos assim se repitam. Pois muito do que os municípios podem fazer em termos de prevenir grandes desastres, naturais ou não, depende do resultado das próximas eleições.

É o momento da cidadania brasileira atuar, pela consolidação da democracia e também por um modelo de desenvolvimento cada vez mais sustentável, marcado pela justiça social e proteção/uso correto dos abundantes recursos naturais existentes no país.

 

José Pedro Martins é jornalista, escritor e consultor de comunicação. Com premiações nacionais e internacionais, é um dos profissionais especializados em meio ambiente mais prestigiados do País. E-mail: josepmartins21@gmail.com

 

Tags: Águacolunistasecologiaefeito estufaemergência climáticaemissão de gasesHora CampinasHora Sustentabilidadejosé pedro martinsmeio ambienterecursos naturais
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José Pedro Martins

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