Os integrantes da “CPI da Propina” confirmaram nesta quarta-feira (9) que irão convocar o ex-presidente da Câmara de Campinas, Campos Filho, e o seu chefe de gabinete na época, Valter Greve (União), para prestarem depoimento. Greve foi acusado pelo empresário Danilo Palma, irmão de Celso Palma, de pedir propina de R$ 50 mil para que o contrato do Grupo Mais com a TV Câmara fosse assinado em 2014.
Palma prestou depoimento nesta quarta (9) à CPI que investiga um suposto esquema de pedido de propina à empresas terceirizadas comando pelo vereador Zé Carlos (PSB).
Daniel Palma disse que o Grupo Mais se recusou a fazer o pagamento e, mesmo sendo habilitado para a prestação do serviço na época, acabou desclassificado. No lugar entrou a empresa Costa Norte.
“O Greve teve uma conversa particular comigo, me levou para uma sala reservada”, lembra Palma. “Ele me confidenciou que o Campos Filho seria candidato a deputado estadual e estava precisando de ajuda. Pediu R$ 50 mil. Não aceitei pagar”, contou à CPI. Valter Greve é presidente da Ceasa.
Quem também depôs na CPI quarta-feira foi o diretor da TV Costa Norte, Alexandre Rocha. Ele negou que tenha havido pagamento de propina por parte da empresa para vereadores. A Costa Norte operou a TV Câmara entre 2014 e 2019. O presidente da CPI, o vereador Paulo Gaspar (NOVO) não descarta a possibilidade de convocar Alexandre Rocha e Celso Palma para uma acareação.
Na próxima quarta-feira, a partir das 13h, devem ocorrer as novas oitivas da CPI, com os depoimentos do pregoeiro Jorge Luiz Brasco e a consultora jurídica Neusa Dorigon.
“Iremos ouvir duas pessoas diretamente envolvidas no processo de licitação da TV Câmara em 2014, o então pregoeiro Jorge Brasco e a então consultora jurídica da Câmara, Neusa Dorigon”, diz o vereador Paulo Gaspar (Novo), presidente da CPI.












