Em 2002, eu era uma jovem fonoaudióloga, cheia de perguntas na cabeça e com um desejo cada vez mais claro no coração: ajudar pessoas a se comunicarem melhor, especialmente dentro do ambiente corporativo.
Na época, eu trabalhava na área da saúde, mas algo em mim me chamava para outro caminho. Um caminho onde eu pudesse unir escuta, expressão, sensibilidade e técnica para apoiar líderes e profissionais em seus desafios de fala, presença e posicionamento. Quando decidi mudar de direção, minha família me fez uma pergunta simples e prática: “O que você precisa para começar esse novo trabalho?”. Eu tinha 26 anos e respondi com a convicção de quem sabe onde precisa estar: “Preciso ir para uma cidade que tenha muitas empresas.” Foi assim que Campinas entrou na minha vida.
Cheguei aqui com uma mala cheia de expectativas. Não vim para estudar, nem acompanhando ninguém. Escolhi Campinas por enxergar nela um lugar fértil para aquilo que eu queria construir. No começo, como acontece com quase toda mudança grande, tive mais tempo livre do que trabalho. Mas isso, ao contrário do que poderia parecer, me trouxe alegrias inesperadas.
Aproveitei os dias calmos para andar pela cidade, conhecer os bairros, observar a rotina das pessoas, me perder um pouco nas ruas e me encontrar nas pequenas belezas do cotidiano. E foi aí que me apaixonei por Campinas. Pelo clima agradável, pelo ritmo urbano sem perder o charme do interior, pelas árvores generosas que cobrem as calçadas, especialmente os ipês-rosas, que sempre me brilharam os olhos, e que nesta época do ano tornam a cidade ainda mais encantadora.
Mas a adaptação não foi só feita de encantamento. Fazer novos amigos foi um desafio. Campinas pode parecer um pouco fechada no início. O sentimento de pertencimento demorou um pouco para se instalar. Foi quando comecei a frequentar uma igreja na cidade que tudo começou a mudar. A fé me trouxe laços, afeto, conexão. E, aos poucos, a cidade deixou de ser apenas cenário e se tornou lar.
Foi aqui que vivi momentos transformadores: me tornei cristã, me casei e vi minha filha nascer… Uma campineira! Cada um desses marcos me fez sentir ainda mais parte de Campinas. Hoje, digo sem hesitar que esta é a cidade que aprendi a chamar de minha, e pela qual tenho muito apreço.
Além da vida pessoal, foi em Campinas que meu sonho profissional se realizou. Aqui, consegui desenvolver meu trabalho com oratória executiva e comunicação para líderes com seriedade e reconhecimento. Aqui, encontrei espaço para crescer, clientes que confiaram no meu olhar e profissionais que se transformaram em grandes comunicadores. Mais do que ensinar técnicas de fala, pude acompanhar jornadas de autoconfiança e clareza. Contribuir com o desenvolvimento de pessoas e, por consequência, da sociedade, é uma das grandes alegrias que Campinas me proporcionou.
A cidade me deu mais do que espaço; ela me deu um cenário para realizar meu propósito.
Há alguns dias, recebi o convite para escrever este artigo. E o momento foi especial. Eu estava no carro com minha filha, indo para a pediatra, e falava com ela, como costumo fazer, sobre as belezas da cidade. Apontava os ipês-rosas que coloriam a paisagem, e ela, com a doçura de seus poucos anos, disse no banco de trás: “Mamãe, Campinas é uma cidade linda.” Sorri. Concordei em silêncio e também em voz alta.
Campinas é mesmo linda. Linda por fora e linda por tudo o que representa na minha história. Uma cidade que me acolheu, me desafiou, me moldou e me presenteou com tudo o que tenho vivido.
Sou grata a Deus por ter me trazido até aqui!

Cecília Lima é fonoaudióloga, especialista em Oratória e Comunicação para Líderes. Há 20 anos, dedica-se a guiar líderes a colocarem suas ideias com confiança, clareza e assertividade, conquistando a influência que precisam para crescerem na carreira e na vida. Conheça:@cecilialimaoratoria
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