Quem nunca teve um professor que marcou sua vida? Aquele que guiou, inspirou e preparou para o futuro? Rubem Alves já dizia que “a escola não é um lugar para fabricar adultos, mas para criar seres humanos”. Essa frase nos leva a refletir sobre o verdadeiro papel do professor em nossas vidas.
A sala de aula é um microcosmo da sociedade, onde os alunos aprendem a conviver com as diferenças, resolver conflitos e construir um futuro melhor. No centro desse universo está o professor, um verdadeiro mentor que, como um jardineiro, cultiva as mentes de seus alunos, oferecendo as condições necessárias para que cada um possa florescer.
A docência exige mais do que conhecimento pedagógico. Exige paixão, empatia, paciência e uma capacidade constante de adaptação. Em um mundo em transformação, os professores precisam estar preparados para enfrentar novos desafios e utilizar novas ferramentas para ensinar.
Com o início de mais um ano letivo, acredito que um bom professor deve cumprir três papéis fundamentais: estabelecer relacionamentos fortes e atenciosos com os alunos; desafiá-los a pensar, raciocinar e comunicar suas ideias; e transmitir o conteúdo com precisão e clareza.
Bons professores conseguem perceber como seus alunos enxergam a si mesmos, o mundo, a cultura e a comunidade onde vivem. Para muitos, a escola é o único caminho para um futuro melhor.
É impossível encontrar apenas bons professores ao longo da vida, mas uma coisa é certa: todos desejam ensinar. Quando reencontram seus alunos, gostam de reviver os momentos compartilhados na escola e sentirem-se reconhecidos. As boas decisões tomadas dentro da sala de aula podem transformar a vida de crianças e jovens para sempre.
Bons professores explicam conteúdos, conduzem discussões e organizam atividades em grupos. Mas talvez uma das habilidades mais importantes — e mais difíceis de definir — seja a capacidade de tomar decisões diante dos desafios que surgem nesses tempos complexos que também afetam a educação.
Saber o que fazer ou dizer nunca é simples, especialmente porque não há uma única maneira eficaz de engajar os alunos. O próximo passo é oferecer aos professores mais treinamento e apoio para que estejam preparados para os novos desafios.
Quem não se lembra dos professores que nos deram direção e nos ajudaram a compreender o que parecia difícil? Os professores que tive foram meus guias, pois souberam responder com paciência e clareza no momento em que eu mais precisava. E quem não se lembra dos colegas de classe e de seus professores? Eles foram mestres que me ajudaram a crescer e prosperar.
Às vezes me perguntam se bons professores nascem ou são formados. Acredito que seja uma combinação dos dois, mas vejo cada professor como um anjo que nos alinha e nos prepara para quase tudo.
Sem eles nada seríamos, desde a educação infantil até a universidade. E até hoje sou grato pelos conselhos e até pelos “puxões de orelha” que recebi dos meus mestres.
Rubem Alves também nos lembra: “O professor não ensina o voo, ele encoraja o pássaro a voar.” Meu desejo é que muitos estudantes sejam sempre encorajados a voar por estes mestres inspiradores.
Luis Norberto Pascoal é empresário e presidente da Fundação Educar







