A Secretaria de Saúde de Campinas chegou a 2.071 pessoas vacinadas contra a febre amarela com uso da estratégia de imunização de casa em casa.
As doses foram aplicadas em áreas rurais no período de 5 a 15 de fevereiro e o balanço inclui ainda resultados das mobilizações realizadas no último fim de semana no Colégio Pomares e no supermercado Tauste.
Neste período foram abordadas 6.996 pessoas. No grupo das que não receberam a vacina quase todas estavam imunizadas contra a doença, mas foram registradas recusas pontuais.
Vacinação geral
– Imóveis trabalhados: 2.474
– Pessoas abordadas: 6.996
– Pessoas vacinadas: 2.071
Ação de sábado (15/02)
– Imóveis trabalhos: 1.036
– Pessoas abordadas: 2.499
– Pessoas vacinadas: 733
O número de centros de saúde (CSs) atuando na estratégia domiciliar passou de 11 para 22 na semana passada, e quatro iniciam até sexta (21).
As unidades participantes são: Carlos Gomes, Jardim San Diego, Vila 31 de Março, Taquaral, Joaquim Egídio, Sousas, União dos Bairros, São Cristóvão, Parque Floresta, Village, Santa Rosa, Barão Geraldo, Jardim Eulina, Jardim Santa Mônica, Parque Santa Bárbara, Jardim Paranapanema, Vila Orozimbo Maia, Vila Ipê, Jardim Esmeraldina, Jardim São Vicente, Jardim São Domingos, Jardim Nova América, Parque da Figueira, Carvalho de Moura, Campina Grande e Jardim São Cristóvão.
Os moradores contemplados pela imunização domiciliar são residentes principalmente de bairros localizados em zonas rurais, com mata ou periurbanas, onde há maior risco de transmissão do vírus.
A forma da doença que ocorre no Brasil é a febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, em regiões fora dos centros urbanos. É uma doença grave, que se caracteriza por febre repentina, calafrios, dor de cabeça, náuseas e leva a sangramentos no fígado, no cérebro e nos rins, podendo, em muitos casos, causar a morte.
“A vacinação é a principal estratégia de prevenção e controle da doença, sendo essencial para a proteção da saúde. A atenção deve ser redobrada para aqueles que moram, atuam ou se deslocam para onde o risco de transmissão é maior”, explica a coordenadora do Programa de Imunização, Chaúla Vizelli.
Orientações para o Carnaval
Quem planeja aproveitar o Carnaval em regiões com risco de transmissão do vírus da febre amarela, incluindo as áreas de Sousas e Joaquim Egídio, em Campinas, precisa garantir que a proteção contra a doença esteja em dia até esta terça-feira (18). Isso porque a dose leva dez dias para fazer efeito e o período com mais festas e de pessoas em deslocamento para o feriado prolongado vai de 28 de fevereiro a 4 de março.
O reforço no alerta para imunização é direcionado principalmente aos viajantes, moradores ou frequentadores de regiões onde há possibilidade de circulação do mosquito transmissor, incluindo zonas rurais, áreas de floresta, mata fechada e borda de mata. Além de Campinas, outras cidades de São Paulo e de Minas Gerais já registraram casos da doença.
A medida de reforço na imunização para residentes em áreas de risco e viajantes foi alinhada pela Saúde junto ao governo do Estado e teve início logo após casos confirmados de febre amarela em cidades próximas localizadas em São Paulo e Minas Gerais.
A Pasta encontrou em 20 de janeiro um macaco morto na região do Carlos Gomes que testou positivo para febre amarela. Este animal não é transmissor, mas, sim, vítima da doença. A presença de primatas doentes serve como “alerta” aos órgãos da saúde sobre a circulação do vírus, uma vez que quando contaminados eles dificilmente sobrevivem.
Já em 6 de fevereiro a Saúde confirmou a primeira morte de residente em Campinas provocada por febre amarela neste ano. O caso, único desde janeiro, refere-se a um homem de 39 anos que residia em área rural de Sousas, onde o risco de transmissão da doença é maior.
O óbito ocorreu em 3 de fevereiro e a causa foi confirmada pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, no dia 6. O homem não era vacinado contra febre amarela. Ele chegou a receber assistência em saúde na cidade de Jaguariúna, onde ficou internado. Na ocasião ele apresentava sinais hemorrágicos e insuficiência renal. A Secretaria de Saúde de Campinas lamenta o óbito e se solidariza com a família.
O caso anterior de humano com febre amarela silvestre contraída em Campinas havia sido de um homem em 2017, que esteve na zona rural da área atendida pelo CS Sousas. O caso evoluiu para cura. Já a febre amarela urbana teve o último caso no Brasil em 1942.
Campinas também não registrava casos positivos da doença em macacos desde 2019.











