O Guarani passa por um contraste nesse início do mês de julho. Afinal, o sentimento de preocupação com a difícil situação do time na Série B, onde é lanterna e não vence há 11 jogos, se mistura com uma nostalgia, que remete a tempos memoráveis do clube. Nos últimos dias, ídolos como Amoroso, João Paulo, Bozó, Ederson e Tobias foram lembrados e por razões opostas. Enquanto alguns deles apagaram velinhas em datas próximas, outros seguiram para o time do céu.
Ederson e Tobias morreram na última semana
O Guarani divulgou nota de pesar. Ambos jogaram em épocas diferentes e participaram de momentos importantes do clube. O ex-goleiro Tobias morreu aos 75 anos, em São Paulo, enquanto Ederson tinha 69 e morava em Lajeado-RS.
Tobias
Antes de fazer história no Corinthians, onde foi titular da equipe campeã paulista de 1977, conquista que encerrou o jejum de 23 anos do clube sem título, Tobias se destacou pelo Guarani. O goleiro vestiu a camisa bugrina entre 1969 e 1974 e participou dos primeiros jogos do time na história do Campeonato Brasileiro. Pelo Guarani, ainda foi bicampeão do Paulistinha (1970), conquistou a Taça dos Invictos e também esteve presente na campanha do tricampeonato do Interior (1972/73/74).

Ederson
Volante gaúcho que aliava técnica e determinação, Ederson era o “carregador de piano” da máquina bugrina de 1982, que tinha nomes como Jorge Mendonça, Careca e Lúcio. Naquele ano, o Guarani ficou em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, atrás do campeão Flamengo e do vice Grêmio, e Ederson se consolidou como um dos melhores da posição no país. Pelo Alviverde, ele atuou até 1985, quando teve que encerrar a carreira prematuramente em razão do excesso de lesões.
O ex-volante enfrentava uma Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e progressiva e acarreta em paralisia motora.

Bozó, João Paulo e Amoroso

Campeão brasileiro de 1978, o ponta esquerda Bozó celebrou seus 72 anos nesta terça-feira (16). João Paulo, que jogou na mesma posição, mas tinha características diferentes, apagou velinhas na terça-feira passada (9), quando completou 60 anos. Já Amoroso fez 50 no último dia 5.
Ídolos nos anos 70, 80 e 90, respectivamente, os três estão na galeria de ídolos de um clube que encontra no passado um alento e uma inspiração para poder reagir no presente.












