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Home Colunistas

Guerras que matam e destroem o meio ambiente – por José Pedro Martins

José Pedro Martins Por José Pedro Martins
14 de fevereiro de 2024
em Colunistas
Tempo de leitura: 3 mins
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Guerras que matam e destroem o meio ambiente – por José Pedro Martins

Foto: Freepik

O ano passado foi o mais quente da história e também o ano de maiores gastos militares em todos os tempos, com exceção das duas guerras mundiais. Um estudo que acaba de ser publicado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), sediado em Londres, revelou que os orçamentos militares globais somaram US$ 2,2 trilhões em 2023, sendo as guerras da Ucrânia e em Gaza os fatores que explicariam esse número recorde.

Pois a relação entre emergência climática – uma das principais expressões da crise ambiental planetária em curso – e conflitos/gastos bélicos não tem nada de contraditório, muito pelo contrário.

Apesar desse debate ainda não ser muito difundido, a associação entre corrida armamentista e suas piores consequências, as guerras, com a degradação ambiental é um tema cuja relevância deve crescer cada vez mais, na proporção do maior poder de destruição dos novos artefatos bélicos.

De fato, essa questão é antiga. Em 1972, ano da primeira conferência ambiental mundial, sob chancela da ONU, a Conferência de Estocolmo, o filósofo alemão naturalizado norte-americano Herbert Marcuse afirmou em um evento na Europa que a Guerra do Vietnã, que ainda estava acontecendo, era ao mesmo tempo um genocídio e um terricídio. Aquele conflito bélico, explicou Marcuse, estava provocando a morte de milhares de vietnamitas e, também, a destruição da natureza do país asiático, pelo lado agente laranja e outras armas de grande poder de destruição.

Essa discussão repercutiu na Conferência de Estocolmo e o documento final do encontro histórico refletiu a preocupação de ambientalistas, pacifistas, cientistas e humanistas em geral.

O Princípio 26 da Declaração de Estocolmo afirma claramente: “O homem e seu ambiente devem ser libertados dos efeitos das armas nucleares e de todos os outros meios de destruição em massa”.

Infelizmente essa reflexão simplesmente desapareceu dos grandes eventos ambientais seguintes promovidos pelas Nações Unidas, incluindo o principal deles, a Conferência do Rio de Janeiro, de junho de 1992. Mas continua evidente que as máquinas de guerra continuam sendo extremamente destruidoras, de recursos financeiros (que poderiam ser investidos em outras áreas absolutamente prioritárias), de recursos naturais e, sobretudo, de vidas humanas.

Está muito claro, por exemplo, que a poderosa indústria bélica é responsável por parte considerável das emissões de gases de efeito-estufa que agravam o aquecimento global. Na fabricação de armamentos, nos testes desses armamentos e principalmente no uso deles, nas guerras concretas, são gastas toneladas e mais toneladas de combustíveis fósseis, que vão resultar em volumes imensos de gases de efeito-estufa. A Brown University, nos Estados Unidos, tem uma linha de pesquisa muito sólida nesse sentido.

Assim, o debate cada vez mais urgente sobre o enfrentamento das mudanças climáticas deve necessariamente incorporar essa dimensão, o impacto da máquina de guerra sobre a emissão de gases-estufa. Não é uma discussão fácil. A poderosa indústria bélica é totalmente resistente a assumir responsabilidade nessa questão.

Outras faces da crise ambiental planetária também estão conectadas com a proliferação de conflitos armados. O conflito histórico no Oriente Médio, por exemplo, tem como um dos componentes centrais a luta pelo acesso à àgua, como um ensaio do que podem ser em futuro próximo outras disputas regionais por recursos hídricos e outros recursos naturais.

Nos cenários urbanos, essa conversa é igualmente muito importante. São clássicos os estudos do cientista austríaco Konrad Lorenz, demonstrando como ambientes inóspitos, despidos de vegetação e áreas de lazer, são propícios a estimular a violência.

Enfim, a caminhada pelo desenvolvimento sustentável, pela proteção dos recursos naturais, da biodiversidade, também é um percurso pela paz, pela cultura da não-violência. São questões inseparáveis. Uma agenda essencial nesse assustador século 21.

 

José Pedro Martins é jornalista, escritor e consultor de comunicação. Com premiações nacionais e internacionais, é um dos profissionais especializados em meio ambiente mais prestigiados do País. E-mail: josepmartins21@gmail.com

Tags: climacolunistasecologiaefeito estufaESGguerrasHora CampinasHora Sustentabilidadejosé pedro martinsmeio ambienteplanetarecursos naturaistempo
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José Pedro Martins

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