Estimado leitor, estimada leitora cá estamos novamente, para refletirmos juntos sobre resiliência e adaptação. Por vezes nos encontramos na chamada ‘Sinuca de bico’. Sinuca de bico é uma situação no jogo, na qual a bola com que se joga fica encostada à caçapa, sem ângulo para bater em outras bolas. Convido você a refletir comigo sobre essa temática.
Pois bem, aqui recorro à uma das máximas da PNL, a chamada Programação Neurolinguística que é: “Perceba como você reage!” Agora que temos essa orientação como pano de fundo, podemos assumir uma postura de liderança; e reagirmos da melhor maneira possível a partir de realidade lastimável que enfrentamos, sem nos esquecermos de que somos seres humanos que vivemos em sociedade e portanto não devemos, em hipótese alguma, abrir mão da ética e da moral no ato e na reação.
Ao pensarmos em reação, me vem a mente a ideia de adaptação, penso que na natureza (isso inclui nós humanos, chamados animais racionais) sobrevivem não os mais fortes, mas sim os que possuem maior capacidade de adaptação. O ato de se adaptar diz respeito a se moldar à situação atual, a controlar inclusive ações ou reações impulsivas e/ou emocionais. Requer o bom uso da faculdade da razão.
Ao nos depararmos com pedras em nosso caminho, devemos ao invés de reclamar, nos perguntar o que podemos fazer com aquilo, como podemos contornar, se adequar momentaneamente à situação que nos impede de progredir. Pois bem, discutiremos isso noutro momento, mas geralmente a maioria das pessoas tem lá seus desejos. Aqui me recordo de Platão, filósofo grego que diz que desejamos aquilo que não temos e, portanto buscamos conquistar tudo isso para que sejamos felizes, mas será que a felicidade tem a ver com ter ou com ser? Felicidade tem a ver com o momento presente tal como queria um grande filósofo alemão chamado Nietzsche, com sua teoria do momento a qual ele denominava “Amor Fati”, ou seja, será que a felicidade está em cada momento, em cada instante? Ou ela se encontraria na conquista?
A adaptação entra nesse contexto quando pensamos em alcançar nossos sonhos, objetivos, metas sem nos perdermos nesse caminho, não desfrutando dos detalhes e dos prazeres simples que tal caminhada nos oferece e adaptando-se aos obstáculos que a viagem nos coloca.
Há uma metáfora belíssima que gosto muito que é justamente a de que somos tal como um rio, um rio que flui das montanhas em direção ao mar. Tal rio se depara com inúmeros obstáculos em seu caminho, em sua descida, mas não há como parar, não há como pararmos o tempo, frearmos o instante, as vezes até dá vontade de fazer isso quando sentimos alegria, felicidade, prazer, e quando desejamos que isso ocorra.
Lá no fundo desejamos o que seria a tal da eternidade, livre da cronologia… Poesia a parte, ser rio que flui é se adaptar; é se adequar; é saber ser resiliente em meio aos obstáculos até chegar ao mar. O que seria esse mar?
Pois bem, não sou eu quem tenho tal resposta, mas sim você! O mar pode ser a morte, a finitude, a conquista dos sonhos, dos objetivos, a sensação de dever cumprido, a sensação de que se esforçou, de que tentou e foi até onde deu, desviando daqui, dali…
Quais seus obstáculos nessa fase da vida? Quais as opções que você possui para contornar isso? Como pode se adaptar até a poeira baixar? Qual é seu mar? Um grande abraço.
Thiago Pontes é Filósofo e Neurolinguísta (PNL) – Instagram @institutopontes_oficial







