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Home Campinas - 247 anos

História de resistência e renascimento para uma cidade acostumada a virar o jogo

Luta contra a Covid e a superação das epidemias de febre amarela e gripe espanhola dão a Campinas aura de fênix

Jô Basso Por Jô Basso
7 de julho de 2021
em Campinas - 247 anos
Tempo de leitura: 5 mins
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História de resistência e renascimento para uma cidade acostumada a virar o jogo

Foto: Leandro Ferreira/Hora Campinas

Campinas completa neste 14 de julho 247 anos. Uma cidade reconhecida pelo dinamismo, inovação e empreendedorismo. Que busca na atualidade superar a dramática pandemia de coronavírus. A história do município, inclusive, contempla períodos de crises econômicas e de muita resiliência ao enfrentar nos séculos 19 e 20 epidemias de febre amarela e da gripe espanhola.

Nas origens, a formação de Campinas remonta ao início do século 18, época em que era um pouso para bandeirantes na rota São Paulo/Goiás e São Paulo/ Mato Grosso, e depois pausa de descanso para mascates, tropeiros, comerciantes e soldados. O local à época ficou conhecido como “Campinas do Mato Grosso” em razão da formação de três pequenos descampados ou “campinhos” em meio à mata.

Dali surgiu um povoado e depois, a partir da segunda metade do século 19, o município começou a adquirir sua identidade socioeconômica com o desenvolvimento da indústria açucareira, seguido da cultura do café.

Da história consta que em 14 de julho de 1774, o povoado, que já tinha cerca de 800 pessoas, parou para assistir à primeira missa de Frei Antonio de Pádua, em uma capela improvisada, no local onde hoje fica a Basílica do Carmo. A Freguesia foi criada com as bênçãos de Nossa Senhora da Conceição. O nome passou a ser Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas de Mato Grosso de Jundiaí.

Em 1797 aconteceu a elevação à condição de vila, com o nome de São Carlos, surgindo assim o município, desmembrado de Jundiaí, e com pouco mais de 2 mil habitantes. O nome Vila de São Carlos, entretanto, nunca foi acolhido pela população. Assim, no ano de 1842 a vila virou cidade já com o nome de Campinas.

Apesar das crises cafeeiras, no início do século 20, Campinas já apresentava uma economia bastante consolidada, o que lhe possibilitou acompanhar as etapas seguintes do desenvolvimento econômico do País. A configuração da moderna base econômica de Campinas remonta aos anos 1960, e especialmente após 1975, quando se iniciou o processo de interiorização e gradativa desconcentração econômica no País.

 

Mesmo em tempos cinzentos, a luz do sol sempre brilhou, permitindo que a cidade se reerguesse das dificuldades Foto: Leandro Ferreira/Hora Campinas

De lá até o presente, Campinas cresceu em todos os sentidos e ganhou destaque no cenário nacional. Hoje abriga centros de excelência em pesquisa, ciência e educação, é sede de grandes grupos empresariais, tem destacada infraestrutura logística, vocação tecnológica, conserva qualidade de vida e bons índices econômicos e sociais.

Uma cidade forte e resistente, fruto de seu passado, adaptada ao presente e em constante renovação.

 

Epidemias formam episódios marcantes da história de Campinas

No século 19, nos anos de 1889 e 1890, a febre amarela castigou Campinas com duas epidemias seguidas. A cidade contava em 1889, quando a doença chegou ao município, com cerca de 15 mil a 20 mil habitantes, e apesar dos ricos palacetes, detinha muitos problemas estruturais, especialmente sanitários. A epidemia atingiu especialmente os mais pobres, que vieram a ser a maioria das vítimas fatais.

Segundo o historiador Jorge Alves de Lima, presidente da Academia Campinense de Letras (ACL) e autor de livros que tratam do período, 1.981 pessoas morreram na epidemia de febre amarela.

Em 1890, na segunda onda da epidemia de febre amarela enfrentada por Campinas, a cidade vivia um ciclo de esperança e reconstrução. Em março, contudo, a doença voltou a aterrorizar. Neste ano, segundo os registros, a febre amarela tirou a vida de 400 pessoas. Nos anos seguintes, de 1891 a 1895 a febre amarela seguiu contaminando a população de Campinas mas, conforme estudos de época, nada comparado com as duas grandes ondas anteriores.

 

Carroças com corpos de vítimas da febre amarela, no Desinfectório Central de Campinas, entre os anos de 1896 e 1906.
Foto: Julius Nieckelsen/Centro de Memória da Unicamp

Se não bastassem esses dramáticos episódios, em 1918, após quase 30 anos da epidemia de febre amarela, Campinas voltou a sofrer com outro surto, desta vez de gripe espanhola. A 1ª Guerra Mundial ainda assolava o mundo e provocava escassez de muitos produtos. Notícias davam conta de que a gripe espanhola podia chegar ao Brasil, o que de fato ocorreu, se espalhando primeiro pelo Rio de Janeiro. Campinas, apesar de ter evoluído na questão sanitária desde as epidemias de febre amarela, ainda tinha falta de água em vários bairros, cortiços e uma situação higiênica ruim.

Em 24 de outubro de 1918 os primeiros casos da doença foram reportados à Delegacia de Saúde de Campinas. Entre os meses de outubro e dezembro quase 7 mil moradores já tinham contraído a gripe espanhola e pouco mais de 200 acabaram morrendo.

 

Os Símbolos de Campinas

Bandeira

Bandeira de Campinas no prédio da administração municipal – Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas

Fundo branco, escudo e letras em azul marinho, emblema amarelo. A bandeira de Campinas possui o fundo branco representando a pureza, o escudo e as letras em azul representando a lealdade. O centro do brasão é amarelo, representando a riqueza, onde está desenhada a imagem da fênix, símbolo da imortalidade do povo campineiro, circundada pelos dizeres “Município de Campinas São Paulo”.

Obedece à proporção estabelecida para bandeiras, de 14×20, quer dizer 14 módulos de altura por 20 de comprimento. Foi aprovada oficialmente em 16/06/1961 sob a lei n° 2.523, e promulgada em 26/06/1961, pelo prefeito municipal em exercício Miguel Vicente Cury. A lei estabelece que a bandeira seja obrigatoriamente hasteada nas repartições municipais sempre que o forem os pavilhões brasileiro e paulista.

 

Brasão

O brasão de Campinas é formado por um escudo tendo ao centro uma fênix, ave mitológica, que simboliza o renascimento. O escudo é encimado por uma coroa mural com torres, símbolo da emancipação política. À esquerda está uma haste de cana-de-açúcar e à direita uma haste de café, plantas que formaram as primeiras fontes de renda de Campinas no início da sua história.

Foto: Reprodução

Sob o escudo há uma faixa com a divisa em latim “Labore Virtude Civitas Floret” ou, em português, “No Trabalho e na Virtude a Cidade Floresce”. A curiosidade no brasão de Campinas, é a fênix que domina quase todo espaço do escudo central.

No final do século XIX uma série de epidemias de febre amarela quase dizimou a população do município. Muitas pessoas emigraram, a cidade ficou desolada e a economia enfraqueceu. Aos poucos a epidemia foi sendo debelada e a vida voltou ao normal. Como símbolo desta época, a fênix foi inserida no brasão da cidade que originalmente, foi aprovado em dezembro de 1889.

 

Hino de Campinas

O maestro Carlos Gomes – Foto: Reprodução/ Coleção Jorge Alves de Lima

Instituído pela Lei 7.945, de 27 de junho de 1994, o Hino Oficial de Campinas é uma composição musical do maestro campineiro Antonio Carlos Gomes, com letra adaptada, provavelmente pelo próprio maestro, de um poema do jornalista Carlos Ferreira.

O hino ficou conhecido como “Progresso”, em razão da primeira palavra entoada pelo coro, mas o próprio Carlos Gomes o intitulou como “Coro Triunfal ao Povo Campineiro”.

A peça foi executada pela primeira vez em 25 de dezembro de 1885, com envolvimento de cerca de 150 músicos, amadores e profissionais, além da banda de música.

Confira a Letra:

Progresso! Progresso!
Seja a nossa divisa.
Progresso! Progresso!
Seja a nossa divisa.
Porvir!
Das indústrias no enorme Congresso,
Precisamos galhardos agir.
Precisamos galhardos agir.
Progresso! Progresso!
Honra ao povo que sabe
Os louros da glória colher.
E co’a alma de luzes sedenta, sedenta,
A luz do trabalho vai colher!
Honra ao povo que sabe
Os louros da glória, da glória colher!
Honra ao povo que sabe
Os louros da glória colher.
Sabe os louros colher da glória.
Ao povo, ao povo que sabe,
Da glória, os louros colher!
Progresso! Progresso!
Seja a nossa divisa.
Progresso! Progresso!
Seja a nossa divisa.
Porvir!
Das indústrias no enorme Congresso,
Precisamos galhardos agir.
Precisamos galhardos agir.
Progresso! Progresso!
Honra ao povo que sabe
Os louros da glória colher.
E co’a alma de luzes sedenta, sedenta,
A luz do trabalho vai colher!
Honra ao povo que sabe
Os louros da glória, da glória colher!
Honra ao povo que sabe
Os louros da glória colher.
Sabe os louros colher da glória.
Ao povo, ao povo que sabe,
Da glória, os louros colher!
Progresso! Progresso!
Seja a nossa conquista porvir!
Progresso!

Tags: 247 anosCampinasdesenvolvimentoepidemiasfênixHistóriaresiliênciaresistênciasímbolos
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Jô Basso

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