A jornalista Edlaine Garcia é dona de um texto e uma fala que sempre emocionam e conseguem tocar o coração do outro na TV. Em sua trajetória de mais de 25 anos na EPTV Campinas já contou muitas histórias, das alegres até as tristes. Agora, suas palavras potentes e inspiradoras ganharam vida na escrita do seu primeiro livro: Que Nem Pipoca – Histórias que Transformam Histórias, escrito para comemorar os 32 anos da Fundação Educar, investimento social da Companhia DPaschoal que atua em prol da educação plural e protagonista como estratégia de transformação socioeconômica.
Que Nem Pipoca – Histórias que Transformam Histórias nasceu para homenagear os mais de cinco mil jovens protagonistas que já passaram pela Academia Educar. Para representar as três décadas de existência, 25 pessoas de diversas faixas etárias que passaram em diferentes épocas pelo projeto, abriram o coração para a jornalista revivendo momentos que impactaram e continuam impactando suas vidas.
Edlaine contou que se emocionou bastante durante as conversas e no processo de escrita pela força que as histórias carregam. “Deixar-se ser tocada pela vida do outro é um presente que a escuta traz”, destaca ela num trecho do livro.
Luis Norberto Pascoal, idealizador da Fundação Educar e movido por causas que possam ajudar a construir um mundo melhor, também se emocionou com as histórias de protagonismo que viu nascer, crescer e florescer dentro da Fundação Educar. “Quando começamos a Academia Educar não imaginávamos o impacto que causaria em tantas vidas, inclusive nas nossas”, destaca.

Dono de uma fala potente e inspiradora Luis Norberto também faz questão de lembrar que o seu privilégio é do tamanho de sua responsabilidade ao cubo. Aos 74 anos está sempre buscando novos desafios, para seguir, contribuindo para melhorar a vida de todos e do planeta. Dentre suas causas está a educação, que para ele é um ato de amor à vida.
E se depender do lema da Fundação Educar “Os incomodados que mudem o mundo” Luis Norberto, um eterno incomodado, seguirá buscando essa e outras causas para construir histórias sobre novas perspectivas.
“Sei que não é possível mudar o mundo todo, mas é sim possível mudar o mundo que nos cerca. E com alegria vejo que muitos jovens que passaram pela Fundação Educar fazem isso por onde passam”.
Ele faz questão de destacar que se você deseja ser feliz construa uma trilha no trabalho voluntário pois isso é transformador e, sem dúvida, traz uma alegria imensa para a vida.
Inspiração em texto do escritor Rubem Alves
O título que inspira a publicação Que Nem Pipoca traz muito da essência da Fundação Educar e vem de um trecho do texto Pipoca ou Piruá? escrito por Rubem Alves, educador que defendeu uma educação livre de convenções, do autoritarismo e das ideias padronizadas: “O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: pum! – e ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante”.
Aprecie sem pressa
Uma dica preciosa para a leitura desse livro é realmente tirar um tempo para apreciar e mergulhar nas histórias que esses jovens de 14 e 15 anos começaram a construir em sua passagem pela Academia Educar.
Na introdução, palavras potentes que deveriam fazer parte da vida de todos nós já traduzem a força das histórias presentes em cada página: Alegria, acolhimento, amor, coletividade, confiança, empatia, gentileza, gratidão, resiliência, simplicidade, sinceridade são apenas alguns exemplos presentes no texto.
Outra dica importante ao folhear é perceber a delicadeza das ilustrações feitas pela publicitária e ilustradora Juliana Sorati.
Eu acrescentaria ainda uma palavra que ficou na minha cabeça após terminar a leitura desse livro: Esperança, do verbo esperançar, como bem escreveu Paulo Freire!
Para baixar o livro gratuitamente basta acessar o link: http://www.leiacomigo.org.br/books/bbjh/
Kátia Camargo é jornalista e ao escrever esse texto lembrou da música O Sal da Terra, de Beto Guedes, pois muitas das palavras que compõem o livro estão presentes no livro e nas histórias que se entrelaçam com a Fundação Educar. Para conferir a música na íntegra acesse:











