O jogador Robinho foi condenado a nove anos de prisão por conta de um caso de violência sexual em grupo ocorrido em 2013 numa boate de Milão. A última instância de apelação da Justiça italiana manteve o veredicto de culpado para o atleta, que já defendeu grandes clubes como o Santos e o Milan, além da Seleção Brasileira.
Robinho deveria ser preso se estivesse na Itália, mas isso não vai acontecer porque está no Brasil. O País veta extradição de brasileiros, conforme estabelecido na Constituição. Para juristas, provavelmente a sentença se resumirá ao pagamento de uma indenização de aproximadamente R$ 372 mil à vítima. Robinho foi representado por advogados na Corte. A sessão começou às 6h30, hora de Brasília.
A Corte de Apelação de Milão, na Itália, já havia confirmado a condenação em segunda instância do atacante Robinho, no ano passado, por crime de violência sexual. A defesa do jogador entrou com recurso à Corte de Cassação, equivalente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Brasil. Nesta quarta-feira (19) saiu o resultado.
Em 2017, Robinho já havia sido condenado em primeira instância.
Ele foi acusado de ter abusado sexualmente, junto a outros quatro homens, uma mulher de origem albanesa em janeiro de 2013. Ela celebrava o aniversário de 23 anos em uma casa noturna de Milão. Na ocasião, o atacante defendia o Milan (Itália).
No comunicado à imprensa, na ocasião, os advogados do jogador brasileiro diziam que “foram apresentadas novas provas que contribuem ainda mais para a comprovação da inocência de Robinho, entendendo-se que essa inocência já estava claramente evidenciada nos autos desde a primeira instância de julgamento”.
A nota também afirmava que “neste como em muitos processos deste tipo, o perigo real é confundir direito com moral, em detrimento, sobretudo, da liberdade sexual das pessoas e, em particular, das mulheres”.
No último dia 10 de outubro, Robinho foi anunciado como reforço do Santos para a sequência da temporada. A repercussão negativa da contratação, em razão da condenação na Itália, levou clube e jogador a suspenderem o vínculo.
(Com Agência Brasil)












