O tom da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à fábrica da Bionovis, em Valinhos, nesta terça-feira (3), foi salvar vidas e não destruir, em uma alusão à guerra no Oriente Médio. “A gente salva vida, sobretudo nesse instante em que se ligar na televisão está falando de morte, de guerra, de drone, de mísseis, de invasão”, disse o presidente, sem citar o conflito diretamente.
“Nosso governo fornece um drone de remédio”, emendou Lula.
A empresa de biotecnologia visitada nesta tarde se dedica ao desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos de alta complexidade. O presidente esteve acompanhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo presidente da companhia, Odinir Finotti, além de Simone Tebet, Ministra do Planejamento e Orçamento, Geraldo Alckmin, vice-presidente, Fernando Haddad, ministro da Fazenda.
A Bionovis fornece de mais de 19 milhões de frascos e seringas ao SUS, por meio de parcerias que envolvem laboratórios públicos como o Biomanguinhos (Fiocruz), a Bahiafarma e a Fundação Ezequiel Dias (Funed).
A visita é um esforço do Governo Federal para fortalecer o complexo industrial da saúde e garantir a soberania nacional na produção de fármacos. O Ministério da Saúde teria retomado investimentos no setor, que somam R$ 15 bilhões, destinados à inovação.
Esses investimentos, lembrou o ministro Fernando Haddad, também podem elevar a produção nacional e permitir que o Brasil se torne exportador de medicamentos.
O ministro Alexandre Padilha afirmou que o governo monitora o conflito no Oriente Médio e os impactos que poderão surgir na saúde. Segundo ele, o Brasil depende de insumos importados por rotas aéreas daquela região.












