É muito importante tentarmos entender os mistérios do nosso adoecimento. Vamos seguir algumas “pistas”. Elas aparecem sob a forma de sintomas e sinais da área afetada, das alterações patológicas e do entendimento dos antecedentes familiares do indivíduo que está manifestando a doença.
Para compreender seu significado, vamos analisá-la sob os seguintes aspectos:
1- A doença é somente outra expressão da vida, representando uma época de mudanças e oportunidades de crescimento pessoal. O entendimento consciente da experiência pode acelerar o processo de cura, pois a consciência não se encontra somente na cabeça. Todas as células do corpo precisam tornar-se conscientes das mudanças que estão acontecendo e abandonar velhos padrões de comportamento.
2-Na maioria dos casos surge primeiro um desconforto ou desarmonia na mente e só depois é que se manifesta no corpo. Podemos optar por enfrentá-lo no plano mental, mas também podemos precisar de evidências físicas antes de resolver agir.
3-Você só não consegue praticar o que você pensa por medo. Medo de fazer diferente, do julgamento das pessoas enfim, de reconhecer a si mesmo. De saber quem você realmente é, do que é capaz de fazer. E se resolver mudar, você tem medo do que poderá vir a acontecer, pois você nunca fez diferente do que vem fazendo até agora.
4-A doença não fornece só uma mensagem, mas também os meios através dos quais a harmonia total pode ser restaurada. Isso pode ser difícil de compreender quando nos deparamos com a AIDS, o câncer ou a esclerose múltipla, todas elas associadas a muito sofrimento. No entanto, muitas pessoas que manifestam essas doenças descrevem-nas como uma experiência que mudou, não só seu corpo, mas também o seu modo de ver a vida, na maioria dos casos, para melhor.
5-E por último, posso dizer que em muitos casos a doença age como o “porta-voz” do indivíduo. Quando esta mensagem é ouvida, a doença pode ser curada. Se eu estou sofrendo com alguma doença, qual é a sua mensagem e o seu propósito? As respostas a esta pergunta estão dentro de nós, mas para ouvi-las precisamos dar uma paradinha e abrir nosso coração sem julgamento, culpa, remorso ou arrependimento.
Márcia Romão é Psicóloga Junguiana. Desenvolve Consultoria Empresarial e atendimento clínico em Campinas e região. Instagram: @marciaromaopsi







