Viagem desgastante e calor extremo. Chegou a hora da Ponte Preta encarar uma das missões mais complicadas da temporada: enfrentar o Amazonas em Manaus. O duelo, válido pela 22ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, acontece na noite desta terça-feira (20), às 21h, na Arena da Amazônia.
Para sair vitoriosa de campo, a Macaca terá que superar, além do chato adversário, o seu maior deslocamento em toda a temporada – quase quatro mil quilômetros de distância de Campinas – e uma temperatura que pode atingir a casa dos 35º nos termômetros.
Diante do caçula da Série B, que vem fazendo digna campanha, a Ponte terá o desafio de vencer pela primeira vez fora de casa na atual edição da Série B e ainda quebrar a sina de jamais ter vencido na capital amazonense.
A equipe alvinegra acumula duas derrotas, dois empates e apenas um gol marcado em quatro partidas na maior cidade da Região Norte do Brasil, com cerca de dois milhões de habitantes.
Essa história remete aos anos 70, década de ouro da Ponte Preta. Em 1976, a Macaca visitou Manaus em duas oportunidades para partidas do Campeonato Brasileiro. Primeiro, no dia 12 de setembro, enfrentou o Nacional e perdeu por 1 a 0, com gol do atacante Carlinhos. Algumas semanas depois, no dia 20 de outubro de 1976, a Ponte empatou em 1 a 1 com o Rio Negro, com gols de Parraga, para os visitantes, e Wilfredo, para os anfitriões.
Essas duas partidas ocorridas há quase 50 anos foram disputadas no antigo estádio Vivaldo Lima, o Vivaldão, demolido em 2010, e ambas valeram pela primeira fase do Campeonato Basrileiro de 1976, cujo formato à época consistia em seis grupos de nove times.
Na ocasião, a Macaca terminou na 6ª colocação do Grupo C e acabou eliminada de forma precoce, bem como Nacional e Rio Negro, que ficaram em quinto e oitavo lugares, respectivamente. Apenas os quatro primeiros de cada chave avançavam à segunda fase. No grupo da Ponte, classificaram-se Corinthians, Fortaleza, Guarani e Remo, nesta ordem, do primeiro ao quarto.
À época comandada pelo técnico argentino Armando Renganeschi, a Ponte Preta contava com a base da equipe que seria vice-campeã paulista em 1977, com os zagueiros Oscar e Polozzi, os laterais Jair Picerni e Odirlei e os meio-campistas Wanderlei Paiva, Marco Aurélio e Dicá, maior artilheiro e ídolo do clube alvinegro.
Decorridas quatro décadas, a Ponte Preta voltou a jogar em Manaus e, assim como aconteceu nos anos 70, perdeu novamente por 1 a 0 para o Nacional. Esse confronto, decidido com gol do atacante Léo, aconteceu no dia 25 de julho de 2013, no Estádio Roberto Simonsen (Campo do SESI), pela partida de volta da terceira fase da Copa do Brasil.
Como também havia batido a Macaca pelo mesmo placar no jogo de ida, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, o Nacional classificou-se e se tornou o primeiro time amazonense a chegar entre os 16 melhores da Copa Brasil. A equipe manauara já havia surpreendido e despachado o Coritiba na fase anterior, mas não foi páreo para o Vasco, nas oitavas de final.
Já em sua última viagem a Manaus, há seis anos e meio, a Ponte Preta escapou da derrota graças ao goleiro Ivan e segurou um empate sem gols com o mesmo Nacional-AM, em duelo disputado no dia 6 de fevereiro de 2018, na Arena da Amazônia, pela primeira fase da Copa do Brasil. A equipe alvinegra, então comandada pelo técnico Eduardo Baptista, também contava com o lateral-direito Emerson Royal, hoje no Milan.
Beneficiada pelo regulamento da competição, que previa a classificação do time visitante em caso de resultado de igualdade, a Macaca deu o troco e ficou com a vaga, mas a sina de não vencer em Manaus prosseguiu. Será que chegará ao fim amanhã?
Confira abaixo as quatro partidas da Ponte Preta em Manaus:
12/09/1976: Nacional-AM 1 x 0 Ponte Preta – Estádio Vivaldo Lima (Campeonato Brasileiro de 1976 – 1ª fase)
20/10/1976: Rio Negro-AM 1 x 1 Ponte Preta – Estádio Vivaldo Lima (Campeonato Brasileiro de 1976 – 1ª fase)
24/07/2013: Nacional-AM 1 x 0 Ponte Preta – Estádio Roberto Simonsen, ou Campo do SESI (Copa do Brasil de 2013 – 3ª fase)
06/02/2018: Nacional-AM 0 x 0 Ponte Preta – Arena da Amazônia (Copa do Brasil de 2018 – 1ª Fase)












