Olhares de encanto e vontade de aprender. Assim estavam os mais de 30 participantes no primeiro dia de atividades das Oficinas do Conhecimento, organizadas pela Ilum Escola de Ciência do CNPEM. Preparada pelos estudantes do curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia como parte do programa de Integração Curricular da Extensão, a programação tem como objetivo compartilhar conhecimentos com alunos de escolas públicas de Ensino Médio de Campinas e região e apresentar o método pedagógico da instituição, que pretende formar futuros cientistas para atuar em pesquisas de ponta dentro e fora do país.
As oficinas, iniciadas no último dia 12, vão se repetir por mais 14 sábados. Eduardo Henrique Gomes tem 18 anos e está no 3º ano do curso de Técnico em Meio Ambiente. Sua expectativa é agregar conhecimento científico à formação. “É uma oportunidade incrível estar aqui. Quero trabalhar com ciência, principalmente relacionada à área ambiental. Estou encantado em conhecer mais do meio científico”, disse Eduardo.
Para a professora da Ilum responsável pela organização das Oficinas, Ana Carolina de Mattos Zeri, a ação proporciona aos jovens do Ensino Médio contato com uma realidade muitas vezes distante daquela em que eles estão inseridos. “É a oportunidade de conhecer um curso superior diferente e descobrir suas vocações. O contato com os nossos laboratórios e equipamentos pode despertar uma nova ideia de futuro para eles.”
As atividades são organizadas por grupos com oito ou nove estudantes do segundo ano da Ilum. Cada turma propõe ações relacionadas a temas abordados em salas de aula ao longo da formação na Escola de Ciência. Os conteúdos contemplados refletem a interdisciplinaridade do ensino proposto pela Ilum.
Nos primeiros quatro encontros os participantes vão aprofundar conhecimentos em energia e iluminação e seus aspectos técnicos, além de relacionar conceitos da área de humanidades. Já no primeiro dia, os estudantes do Ensino Médio fizeram atividades práticas em duplas, usando equipamentos para testar o novo conteúdo abordado no treinamento.
“Estimular os estudantes da Ilum a servirem à comunidade a partir da experiência de ensino proporcionada é muito importante. Essas oficinas ajudam no desenvolvimento de inúmeras habilidades, como a de explicar e ensinar, de forma clara, conceitos científicos para o público leigo. Precisamos cada vez mais de cientistas que saibam se comunicar e falar com o público”, conclui a professora Ana Zeri.
A Ilum é uma escola de Ensino Superior gratuita, que emprega uma abordagem interdisciplinar para a formação de cientistas e profissionais em Ciência e Tecnologia. Com um modelo educacional inovador, o bacharelado de três anos oferece aulas em tempo integral, conectando Ciências da Vida, Ciências da Matéria, Ciência de Dados, Inteligência Artificial e Humanidades para formar pesquisadores aptos a atuar de forma ética e colaborativa na busca por soluções às questões globais do século XXI.
O financiamento é feito pelo Ministério da Educação (MEC) e integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).












