A Polícia Civil de Sumaré recebeu na segunda-feira (16) uma denúncia de desaparecimento de restos mortais de um homem sepultado em um jazigo provisório no Cemitério da Saudade, em Sumaré. O caso foi registrado como destruição, subtração ou ocultação de cadáver no 1º Distrito Policial da cidade.
A denúncia foi feita por uma mulher de 67 anos, companheira do falecido. Ela relatou às autoridades que, ao tentar transferir os restos mortais do marido para um novo túmulo adquirido pela família, não obteve informações da administração do cemitério sobre o paradeiro do corpo.
Segundo a declaração, o sepultamento original ocorreu em 2022, em um jazigo temporário cedido pelo município, como era previsto nos protocolos sanitários adotados durante a pandemia de Covid-19. A utilização do espaço teria validade de três anos, tempo estimado para que a família pudesse providenciar um novo local definitivo. A tentativa de transferência foi feita agora, em 2025, mas os restos mortais não foram localizados.
Em nota oficial, a Prefeitura de Sumaré afirmou que os fatos ocorreram na gestão anterior, em 2022, e que “não consta, até o momento, nos registros atuais, qualquer trâmite relacionado ao procedimento de remoção ou transferência dos restos mortais”. A administração atual declarou ter determinado a abertura de uma sindicância interna para apurar rigorosamente o caso, com o objetivo de esclarecer responsabilidades e eventuais falhas nos procedimentos da época.
“A atual Administração, comprometida com a transparência, o respeito às famílias e a correta gestão dos serviços públicos, determinou a imediata abertura de sindicância interna para apuração rigorosa dos fatos”, diz o comunicado. Segundo a prefeitura, equipes da Secretaria de Serviços Públicos estão prestando apoio à família e buscando respostas claras sobre o ocorrido.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer o paradeiro do corpo.












