A Secretaria Municipal de Serviços Públicos se pronunciou sobre a polêmica na Praça do Coco, em Barão Geraldo, onde ocorreram cortes e podas de árvores na última terça-feira (29), em operação que revoltou ativistas, comerciantes e moradores do distrito. Houve, inclusive, protesto com abraço simbólico do espaço. Para os manifestantes, o que aconteceu foi um “crime ambiental”.
A Pasta, porém, refutou os argumentos e informou que a ação estava dentro de “critérios técnicos” e classificou o corte como “manejo de árvores”.
Em nota oficial, a secretaria alegou que “foram suprimidas duas árvores de grande porte que estavam mortas e realizada limpeza de galhos secos em outras árvores entre o parquinho e o palco”.
De acordo com a Prefeitura, a “medida foi realizada com base em critérios técnicos e de acordo com os laudos”. A nota explica que no local serão replantados dois jequitibás-rosa.
A Secretaria de Serviços Públicos ressalta que “desde 2021 foram plantadas 965 árvores no distrito de Barão Geraldo”.
Mesmo com as alegações dos manifestantes, de que as árvores estariam sadias, a secretaria garante que as árvores “estavam secas, comprometidas, sem condições de recuperação e apresentavam risco de queda”. A nota alega que havia risco de acidentes “por estarem em área de grande circulação de pessoas, especialmente crianças”.

A Secretaria de Serviços Públicos diz ainda que já havia recebido solicitações de pessoas que usam o espaço para “tomar providências”. Sobre a reclamação de danos ao espaço, a nota informa que “durante a retirada, devido à dimensão das árvores, uma floreira foi atingida e será refeita”.
E conclui que também serão realizadas limpeza e manutenção do playground.
A Prefeitura reforça que o manejo de árvores na cidade segue a Lei de Arborização Urbana de Campinas (Lei nº 11.571, de 17 de junho de 2003), que disciplina o tema no município.
Entenda a polêmica
A Praça do Coco é um tradicional ponto de encontro, cultura e lazer do distrito, reunindo famílias e amantes da arte e da natureza. Por isso, a ação gerou imensa insatisfação.
Num vídeo que circula nas redes sociais, aos quais o Hora Campinas teve acesso, o autor pergunta: “Quem é o responsável por isso? Estão derrubando todas as árvores. Olha que serviço mal feito. Destruíram o parquinho inteiro. Que falta de consideração com as pessoas”.

Protesto e denúncia
Ativistas, comerciantes, frequentadores da Praça do Coco e moradores do distrito de Barão Geraldo preparam uma manifestação de repúdio ao corte das árvores.
O ato está previsto para este sábado, dia 2 de maio, a partir das 10h. Os manifestantes vão cobrar da Prefeitura uma posição sobre o que consideram um “crime ambiental” que aconteceu no espaço.
Na noite desta quinta (30), funcionários de uma empresa terceirizada estiveram na Praça do Coco para remover troncos e galhos.
Ativistas entendem, porém, que a ação foi para “sumir com as evidências de extração de árvores saudáveis”.
A Prefeitura negou, em nota enviada ao Hora Campinas, qualquer ação criminosa. Diz que foi um “manejo com critérios técnicos” e que as árvores retiradas corriam risco de queda, lembrando que a área é muito frequentada, inclusive por crianças.
Durante o trabalho da terceirizada, a população fez vigília no local e não deixou parte das toras serem levadas.
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