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Home Olimpíadas de Paris 2024

Preparador da seleção japonesa, Luis Flávio Buongermino fez história nas competições mundiais da década de 90

Aos 75 anos, o profissional segue na ativa treinando jovens com a mesma dedicação que teve com grandes craques

Gustavo Abdel Por Gustavo Abdel
29 de julho de 2024
em Olimpíadas de Paris 2024
Tempo de leitura: 6 mins
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Preparador da seleção japonesa, Luis Flávio Buongermino fez história nas competições mundiais da década de 90

Preparador físico chegou a seleção japonesa apos de ótimos resultados nas equipes que passou - Fotos: Reprodução/Arquivo Pessoal

Na tarde da última quarta-feira (24), enquanto o Japão aplicava uma goleada de cinco a zero na seleção do Paraguai no estádio Matmut-Atlantique, na primeira rodada do futebol masculino dos Jogos Olímpicos Paris 2024, em uma sala repleta de medalhas, troféus e fotografias, Luis Flávio Buongermino dividia com a reportagem do Hora Campinas um pouco da sua vitoriosa trajetória como preparador físico no futebol japonês – para o qual dedicou 13 anos da sua carreira.

Ao passo em que os Samurais Azuis estufavam a rede paraguaia, e o jovem Henrique Naotto, de 15 anos, avisava o treinador durante a entrevista sobre cada gol da partida que vibrava em seu celular, Buongermino avaliava, com serenidade: “Nessa Olimpíada eu acredito que o Japão vá muito bem. Eles estão com o mesmo grupo que se classificou, e não ocuparam as três vagas permitidas para jogadores acima de 23 anos. Isso permiti um entrosamento maior na equipe”, analisou.

Aos 75 anos e com uma memória afinada, o preparador brasileiro, morador de Jaguariúna, lembra com detalhes daquela personalidade centrada e muito dedicada do então zagueiro Go Oiwa – hoje técnico que comanda a seleção japonesa sub-23 – com quem teve a oportunidade de trabalhar quando esteve na comissão da equipe do Urawa Red Diamonds, da região de Tóquio, no início do milênio.

“Quando trabalhei no Urawa em 2000 nós estávamos na 2ª divisão. O Urawa e o zagueiro Oiwa subiram comigo para a primeira”, recordou. “Vejo que o Oiwa sabe organizar o time, fez cursos de treinador e hoje a seleção do Japão está indo muito bem”.

Além de Oiwa, o preparador brasileiro aproveitou para engatar a lembrança do trabalho que fez com Takeshi Okada, técnico da seleção japonesa que o levou à sua primeira Copa do Mundo, em 1998, também na França.

Um fato histórico para um brasileiro que estava há sete anos no Japão, e que já tinha obtido reconhecimento e capacidade para integrar a comissão técnica da seleção nacional. Os cartazes, fotos e outras condecorações daquele ano ocupam cada canto do seu escritório.

 

Troféu de melhor preparado físico na Copa do Mundo de 98

“No primeiro jogo contra a Argentina, quando os jogadores estavam perfilados para entrar em campo, percebi que estavam zombando dos japoneses, dentre eles o argentino Gabriel Batistuta. E eu gritei: eu sou brasileiro, não vai ter nenhuma goleada hoje, car…..”, reproduziu, agora de maneira mais contida.

Em uma partida “pegada” e com um único gol do próprio Batistuta, o técnico argentino Daniel Passarela, depois do jogo, parabenizou o brasileiro pela garra dos japoneses em campo.

E, apesar do Japão não ter passado da fase de grupos (perdeu na sequência para a Croácia e Jamaica), Luis Flávio recebeu da Associação Japonesa de Futebol uma condecoração de melhor preparador físico para aquela Copa de 98, representada em uma pequena réplica do atual troféu mundial, hoje reluzindo em sua estante.

 

OLIMPÍADAS DE ATLANTA

Mas a ascensão do preparador físico brasileiro para a equipe nacional japonesa tinha acontecido dois anos antes, quando Buongermino esteve com a seleção dos Samurais nos EUA, durante os Jogos Olímpicos de Atlanta 1996.

Relembra 28 anos depois, que foi naquele 21 de julho quando sentiu um misto de felicidade e tristeza ao mesmo tempo, por vencer o Brasil, tetracampeã mundial, na primeira partida da chave de grupos.

Ele recorda que o Japão retornava a uma edição dos Jogos Olímpicos após um intervalo de quase três décadas, pois não tinha conseguido se classificar depois da medalha de bronze conquistada na Cidade do México, em 1968 – a única do futebol olímpico japonês até o momento.

 

Carreira de sucesso como preparador físico no Japão

 

“Eu estava na equipe profissional, e o técnico Akira Nishino me chamou para integrar a equipe olímpica. Aproveitei e levei o José Mário, que era treinador de goleiro e trabalhava comigo na seleção principal. E por sinal o nosso goleiro Kawaguchi foi o herói daquela partida no Orange Bowl Stadium (Miami)”, relembra.

Apesar de um elenco com Bebeto, Rivaldo, Roberto Carlos e Ronaldo, e uma pressão tremenda sobre os japoneses, o Brasil encontrou dificuldades nas finalizações. O único gol da partida saiu dos pés do volante Ito, que após uma trombada entre o zagueiro Aldair e o goleiro Dida, a bola sobrou facilmente para camisa 8 japonês empurrar para a rede.

“Ao final do jogo a torcida brasileira chamou a mim e ao José Mario de traidores. Mas apesar daquela situação, Zagallo me pediu uma camisa depois do jogo. E quando fui entregar para ele no vestiário, a porta estava trancada. Ter perdido aquele jogo mexeu com o Brasil, pois foi a primeira derrota na história para a seleção japonesa”.

Foram quatro anos trabalhando como preparador da seleção, de 1994 a 98, em um total de 71 jogos oficiais e uma dezena de títulos, conta.

 

Ao lado de Kamamoto, considerado o “Pelé Japonês” na década de 1960: ele foi o autor dos dois gols que rendeu medalha de bronze na Olimpíada do México, em 1968

 

NO BILHETE, 5 MIL DÓLARES

Luis Flávio lembra que a década de 1990 foi o período em que os atletas nipônicos começavam a ser moldados para um futebol mais profissional, competitivo, principalmente por causa da proximidade com os atletas e treinadores brasileiros que começavam a pulverizar os gramados do arquipélago.

Sua chegada ao Japão aconteceu em 1991, juntamente com o treinador Pepe, com quem naquele ano ajudou o Guarani a subir para série A da Campeonato Brasileiro. Pepe recebeu um convite para treinar a equipe do Yomiuri Verdy (atual Tokyo Verdy) e chamou seu preparador físico para também atravessar o planeta.

“Quando a gente foi para assinar o contrato, Pepe me pediu que escrevesse em um papel o valor que eu desejaria receber do clube. Ele falou: ‘coloca no bolso da camisa e na hora que te perguntarem você mostra’. O Yomiuri me ofereceu 8 mil dólares e outros benefícios. Achei melhor rasgar aquele bilhete com a intenção de receber 5 mil”, lembra sorrindo.

 

Entre seleção japonesa e outros tantos clubes foram 13 anos no país asiático

 

No Yomiuri, Buongermino trabalhou durante quatro anos, e foi campeão da antiga JSL (Japan Soccer League) e bi-campeão da J-League. Quando Pepe deixou o Japão para assumir o comando da Ponte Preta, em 1993, o preparador físico articulou a ida de Nelsinho Batista, atual técnico da Ponte, para assumir o Yomiuri – que já tinha se transformado em Kawasaki Verdy.

“Conversei com o empresário Nobuo Naya que logo entrou em contato com o Nelsinho. Ele aceitou a proposta e foi muito vitorioso com o Verdy. Um excelente treinador, e que fez história no Japão também com outros clubes”.

 

No Vasco da Gama, com o craque e amigo pessoal Romário

CARREIRA DE SUCESSO

Entre seleção japonesa e outros tantos clubes foram 13 anos no país asiático. E de lá, o destino foi a Coreia do Sul, onde trabalhou com times de ponta até chegar a mais uma Olimpíada, a do Rio 2016. Um ano depois esteve com a seleção sub-20 no Mundial, na própria Coreia.

Buongermino também relembrou sua passagem no Louletano, em Portugal, e dos três anos na Arábia Saudita. Mas grande parte da sua carreira como preparador físico foi no Brasil.

Preparou e treinou jogadores como Luís Pereira, Mário Sérgio, Jorginho, Leão, além de outros craques, como Geovanni, Romário, Muller, Roberto Dinamite, Dunga e Tita. Trabalhou ao lado de grandes técnicos, dentre eles Carlos Alberto Parreira, Rubens Minelli, Felipo Nunes e Sebastião Lazaronni. Foram, ao todo, 45 títulos entre campeonatos, torneios, séries e taças.

“Comecei minha trajetória como jogador profissional no América de Rio Preto. Depois de três anos reverti meu profissional para jogar futebol de salão. E logo depois fui estudar Educação Física”, recorda.

 

Ao lado do aluno Henrique Naotto, relembrando títulos e histórias do outro lado do mundo

 

Formado, começou a trabalhar na preparação física dos colegas jogadores do América de Rio Preto. De lá em diante passou pela Portuguesa, Marília, São José, São Bernardo, Santo André, Vasco da Gama, Guarani, Oeste de Itápoli entre outros. “Levei muita laranjada nas constas”, brinca.

Ainda na ativa, hoje em dia prepara física e taticamente jovens que buscam uma vaga no disputado mercado da bola. Dedica sua semana a preparar treinos em academia e campo aos alunos particulares, em Jaguariúna.

Um deles, Naotto, descendente de japoneses, sonha em buscar, ainda que do outro lado do mundo, um clube profissional. E, ao final do bate-papo ter ouvido do treinador que ele tem muitas qualidades, foi como fazer um gol ao receber a bola de um craque dos gramados.

Tags: esportesFutebolHora CampinasJapãoLuis Flávio BuongerminoMemóriaOlimpíadasparis 2024preparador físicoseleção
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Gustavo Abdel

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