A Secretaria Municipal de Saúde confirmou nesta quarta-feira (21) a segunda morte por dengue de 2023 em Campinas. A vítima é uma mulher de 67 anos, morreu em 15 de junho em um hospital público da cidade e era moradora da área de abrangência do Centro de Saúde Vista Alegre, região Sudoeste de Campinas.
O primeiro óbito causado pela doença aconteceu em março. Entre o início deste ano e 21 de junho foram confirmados 8.982 casos de dengue. Em 12 de abril, a Saúde divulgou que a cidade está em epidemia da doença.
As pessoas que apresentarem febre associada a dores de cabeça e/ou no corpo e/ou atrás dos olhos, além de manchas vermelhas, vômitos ou dor abdominal, devem procurar o serviço de saúde para avaliação e seguir as recomendações médicas porque pode ser dengue.
De acordo com o articulador do Núcleo de Arboviroses, Zoonoses e Determinantes Ambientais de Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Fausto de Almeida Marinho Neto, a sazonalidade da dengue é definida e os meses de maior incidência de casos são março, abril e maio. “Isso acontece devido às altas temperaturas e chuvas frequentes, que influenciam diretamente no ciclo do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Com a chegada das frentes frias e diminuição das temperaturas, no período de inverno, ocorre a diminuição progressiva dos casos de dengue em razão da menor atividade do mosquito e, consequentemente, menor transmissão dessa arbovirose”, explica.
Segundo Marinho Neto, como em todas as situações de casos confirmados da doença, as medidas preconizadas foram desencadeadas na região do Vista Alegre. Foram realizados controle de criadouros, busca ativa de pessoas com sintomas e nebulização.
O articulador do Núcleo de Arboviroses reforça que apesar de ser esperada grande queda no número de casos de dengue nos próximos meses, os cuidados com o controle de criadouros não podem parar. “Apenas 10 minutinhos por semana ajudam na prevenção e controle da dengue. Basta checar os ambientes onde possa ter acúmulo de água parada.”
Combate aos criadouros do mosquito
A Prefeitura de Campinas ressalta que mantém um programa de controle e prevenção da doença. Apenas em 2023 foram visitados 435.120 imóveis para orientação e retirada de criadouros. Outros 67.299 foram nebulizados.
“Mas cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros. Levantamento do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) aponta que 80% dos criadouros estão dentro das casas”, aponta a Administração Municipal.
Entre as medidas para evitar a reprodução do inseto, estão evitar acúmulo de água, latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias. É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados.
O hotsite https://dengue.campinas.sp.gov.br traz mais informações e mostra como colaborar no combate ao Aedes aegypti.











