A Secretaria de Saúde de Campinas está reforçando o alerta para a população sobre cuidados no período de sazonalidade ligada à febre maculosa. Além disso, foram enviadas mensagens com orientações para que profissionais de saúde, principalmente médicos, estejam atentos ao diagnóstico da doença.
O período de sazonalidade da febre maculosa começou em maio e vai até novembro. Neste intervalo há predomínio das fases jovens do carrapato-estrela no ambiente, conhecidas como “micuim” (larvas) e “vermelhinho” (ninfas), o que aumenta o risco de transmissão e ocorrência da doença. Isso porque o carrapato é menos seletivo quanto ao hospedeiro nas fases jovens de vida e pode parasitar qualquer animal, inclusive o ser humano que frequenta áreas com vegetação, especialmente onde há cavalos, capivaras e outros animais silvestres.
A febre maculosa é uma doença grave, com alta letalidade, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. A infecção se dá pela picada do carrapato-estrela infectado com ela, em qualquer fase de vida. O período de incubação, desde a picada do carrapato até a manifestação dos sintomas, é de dois a 14 dias.
Situação epidemiológica
Campinas registrou desde janeiro deste ano quatro casos de febre maculosa, todos eles com evolução para morte. Três são de residentes em Campinas e dois tiveram o local provável de infecção em outros municípios do estado de São Paulo.
– 2023 (ano todo) – 20 casos (16 com transmissão em Campinas) e sete óbitos
– 2024 (ano todo) – oito casos (todos com transmissão em Campinas) e um óbito
– 2025 (desde janeiro) – quatro casos (dois com transmissão em Campinas) e quatro óbitos
Ações
Desde a semana passada a Saúde está intensificando o alerta sobre a sazonalidade ligada à febre maculosa. Com isso, foram disparadas pela secretaria mensagens via WhatsApp aos profissionais de saúde das redes pública e particular de Campinas com objetivo de sensibilizar quanto à suspeita precoce e tratamento oportuno da doença.
O município realiza ações educativas sobre o tema de forma contínua para sensibilização das equipes de saúde e da população. Desde 2023 foram realizadas 370 ações, como palestras, oficinas, visitas a imóveis para orientações aos moradores, capacitações de profissionais e exposições. Além disso, a Administração também monitora as sinalizações de risco para transmissão de febre maculosa instaladas em locais estratégicos.
A Prefeitura iniciou em setembro de 2024 um trabalho de manejo para controle reprodutivo das capivaras que vivem livremente nos parques públicos de Campinas.
A iniciativa já esterilizou quase 200 animais que vivem na Lagoa do Taquaral e no Lago do Café. Serão contemplados ainda os seguintes locais: Parque das Águas, Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, Parque Hermógenes de Freitas Leitão, Parque Linear Capivari e Parque Linear Ribeirão das Pedras. A gestão do projeto é coordenada pela Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
A Prefeitura mantém uma página na internet que reúne uma série de informações sobre a febre maculosa, incluindo explicações sobre a doença, perguntas e respostas, além de um manual para prevenção em locais com presença de carrapatos. Elas estão disponíveis no link: https://campinas.sp.gov.br/sites/febremaculosa/inicio.
Há ainda ressalva para a Lei Municipal 16.418/2023, que dispõe sobre a obrigatoriedade de os estabelecimentos, produtores, promotores e organizadores de eventos realizados em locais sujeitos à presença do carrapato-estrela informar sobre o risco de febre maculosa.







