Dedicada à Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Campinas, a Catedral começou a ser construída em outubro de 1807, mas foi terminada somente em 8 de dezembro de 1883. Com interior no estilo barroco e fachada neoclássica, a Catedral Metropolitana, tombada em 1988, é o maior edifício do mundo construído em taipa de pilão, com 4 mil metros quadrados.
Seu altar-mor foi feito pelo escultor baiano Vitorino dos Anjos em cedro vermelho, com entalhes que representam períodos do barroco e rococó. A nave foi realizada por Bernardino Sena. A fachada, de Cristóvão Bonini, foi concluída por Ramos de Azevedo.
Com público diário que chega a 3 mil pessoas, atualmente, o templo católico teve recentemente a fachada recuperada. Ela recebeu pintura na cor original amarelo ocre, embelezando o Centro e inspirando fotos aqui e fora do Brasil.
📷 Ensaio Campinas, 252 anos – por Leandro Ferreira






A cripta
Localizada no subsolo, a cripta fica aberta à visitação pública em parte do dia, de segunda a sexta-feira. Desde 1920, oito bispos foram sepultados no local: Dom João Batista Correa Nery (1863-1920), Dom Francisco de Campos Barreto (1877-1941), Dom Joaquim Mamede da Silva Leite (1876-1947), Dom Joaquim José Vieira (1836-1917), Dom Paulo de Tarso Campos (1895-1958), Dom Antônio Maria Alves de Siqueira (1906-1993), Dom Bruno Gamberini (1950-2011) e Dom Gilberto Pereira Lopes (1927-2025).
Altar-mor
Demorou nove anos para ser esculpido. Seus ornamentos são extremamente trabalhados e ricos em detalhes, representando importante exemplar brasileiro do estilo barroco/rococó, lapidado pelo renomado artista baiano Vitoriano dos Anjos, entre outros.
Órgão e sinos
O órgão de tubos da Catedral foi fabricado na França por Aristides Cavaillé-Coll, em 1883. Já os Sinos da Catedral bBadalam todos os dias do ano. Acionados pelo mecanismo do relógio fabricado em 1880, agora, só badalam durante o dia. Os moradores da região central da cidade pediram silêncio à noite. Mas a partir das 6h os sinos anunciam a alvorada.
Detalhes
No interior do templo, há movelaria antiga composta de peças trabalhadas em madeiras, cadeiras austríacas, trono episcopal, crucifixo, lustres, candelabros de prata e sacristia. Acima da porta principal, cinco vitrais contam passagens da vida de Nossa Senhora e, por toda a lateral, avistam-se painéis retratando a Via Sacra.
As paredes foram piladas por mão de obra escrava utilizando o método de taipa de pilão, técnica de construção tradicional dominante no século 19 em todo território paulista. Sua história está intrinsecamente associada à constituição urbana de Campinas e ao seu desenvolvimento ao longo de todo o século 19, registrando o período cafeeiro e o novo patamar de poder que ali se instalou na excelência de sua arquitetura.
Fonte: Hotsite/Prefeitura de Campinas












