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Home Colunistas

Um chamado contra a autoextinção – por Luis Norberto Pascoal

A minha responsabilidade é do tamanho do meu privilégio

Luis Norberto Pascoal Por Luis Norberto Pascoal
12 de novembro de 2021
em Colunistas
Tempo de leitura: 4 mins
A A
Um chamado contra a autoextinção – por Luis Norberto Pascoal

Temos que agir agora ou será tarde demais! Estou com medo, um medo sincero, de que os meus e os seus, os nossos netos não terão futuro. Não quero precisar baixar a cabeça quando encarar os olhos da próxima geração. Sou campineiro nato, amo esta cidade e não a troco. Quero continuar vivendo aqui até morrer. E com responsabilidade! Porém, sinto que a nossa cidade, boa para muitos, corre o risco de não ser tão boa assim no futuro próximo.

O planeta chora, nos avisa, e nós, de Campinas, brincamos com o futuro. Isso por conta de uma visão extremista, gananciosa que pode se virar contra os campineiros. Construir mais do que podemos e mais alto do que devemos. E, em lugares que o sistema viário já não comporta mais tanto fluxo. O que se pode prever disso? Vai virar um desastre morar nessas áreas.

Não há nada de novo na história de Campinas, onde forasteiros vieram fazer fortuna e deixaram na mão muitas pessoas que usaram suas reservas financeiras para a construção de seus lares. A Encol foi um exemplo nefasto que deixou 6 milhões de m² em obras inacabadas e 29 mil famílias sem imóveis, muitas delas de Campinas. Mas a questão agora é que estamos perto desse mesmo sofrimento. Ou infortúnio já ocorrendo. Tenho medo

Meu medo é rever o sofrimento de pessoas lesadas por empresários gananciosos, de Encol a Boi Gordo, que até hoje choram.

Meu medo é rever pessoas de boa-fé serem enganadas, pensando que suas casas vão ser trocadas por edifícios que estão começando, mas poucos terminarão como está escrito no contrato. E muito longe da data dita por quem negocia. De ver sonhos de viúvas virarem pesadelos.

Com o preço do concreto nas alturas, e o mundo vendo nele o inimigo da humanidade, prédios serão mais caros e muito vilipendiados. E o que faremos com quem já deu sua casa em troca?

Como pouco entendo e me baseio na ciência e estatística, o meu medo pode estar errado. Mas e se não estiver? Os céticos dirão que estou velho e gagá, mas o que vejo é um mundo que começa a ser questionado justamente pelos jovens que pagarão a conta dessas mentiras impostas ao mundo até ontem.

A nova lei que irá reger o que Campinas poderá fazer, deveria ser revisitada à luz da nova verdade que coloca a vida dos filhos de nossos filhos em risco. E se perguntarmos a eles, não dormirão mais uma noite de sono tranquilo. Pois perceberão que estamos produzindo a maior mentira.

Então, o que me resta é escrever sobre meu medo ou medos, não por mim, mas pela responsabilidade de todos nós. Desde jovem, aprendi com meu pai que nossos privilégios exigem uma responsabilidade idêntica. Com o tempo, mudei para uma equação mais exigente. Se era r=p, agora é diferente. É r=p³, ou seja, a responsabilidade vai até a terceira potência, os netos.

Com as três gerações a caminho, meus privilégios aumentaram, e minhas responsabilidade também. Os céticos dizem que sou louco, será? Ou seria eu um desavisado em escrever o que penso? Posso até ser apedrejado, mas como tenho um medo honesto e bom, o medo de ser vilipendiado a não pensar nos netos de todos é minha resiliência.

Não acredito que minhas palavras signifiquem mudança, assim como a COP-26, em Glasgow, não salvará o planeta. Mas, com certeza, seremos mais responsáveis ainda porque, ao menos, fomos avisados.

O desafio é, e será sempre, mostrar que custa muito mais caro nada fazer do que nos mexermos, e já. E não adianta explicar ao senhor clima que estava tudo acertado e aprovado. Ele, que não conhece ninguém, somente se vingará. E a quem iremos reclamar?

E não é só o Brasil com seus gases de metano que o mundo reclama. É Harvey, é Alemanha, é Bélgica, é Califórnia, é Oregon e Canadá. Nossas florestas estão exauridas e muitas propriedades não se cuidam. E não adianta discursos eloquentes, mas ações efetivas de combate e de compensação. Não aos empreendedores oportunistas. Sim aos projetos concretos de regeneração do solo e da natureza. Não a edifícios gigantescos como solução não comprovada. Vamos fazer o que faz sentido ao homem e à natureza. Não aos bolsos dos pseudo bonzinhos.

O desafio é muito grande. E nenhum discurso acalmará a vingança do clima a suas forças fatais.

E para finalizar; não estamos condenados ao fogo do inferno de forma geral, mas seletivamente. Se cada empreendedor fizer a sua parte, cada cidadão, cada autoridade, cada empresário, cada agricultor, haveremos de encontrar um elixir que nos roube dos medos. O futuro dirá!

 

 

Luis Norberto Pascoal é empresário, empreendedor e incentivador de projetos ligados à educação e à sustentabilidade. A Fundação Educar Dpaschoal é um dos pilares de seu trabalho voltado ao desenvolvimento humano e social

Tags: CampinasfuturogeraçõesgovernançaLuis Norberto Pascoalmeio ambienteOpiniãosustentabilidade
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Luis Norberto Pascoal

Luis Norberto Pascoal

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