10 de agosto de 2026
O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS, ANÁLISE E SERVIÇOS
ANUNCIE
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
Sem Resultados
Ver todos os resultados
PUBLICIDADE
Home Cidade e Região

Unicamp desenvolve dispositivo que detecta doenças sem exames laboratoriais

Tecnologia pode agilizar tomada de decisão por parte de médicos e pacientes

Redação Por Redação
25 de setembro de 2024
em Cidade e Região
Tempo de leitura: 4 mins
A A
Unicamp desenvolve dispositivo que detecta doenças sem exames laboratoriais

Instrumento é acoplado a um smartphone e posteriormente lida por meio de um aplicativo - Foto: Divulgação

Pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Unicamp desenvolveram um conjunto de sensores portáteis para detectar diversas doenças sem a necessidade de exames laboratoriais. A expectativa é de que a nova tecnologia agilize a tomada de decisão por parte de médicos e pacientes e torne mais efetivo o manejo de condições relevantes para a saúde pública.

Concebida durante o doutorado do químico Lucas Felipe de Lima, o conjunto compreende cinco dispositivos acessíveis para aplicação em diferentes biossensores eletroquímicos. Nesse tipo de sensor, um transdutor – que transforma uma informação física em sinal elétrico – é afetado por elementos de reconhecimento, como anticorpos, enzimas e materiais genéticos. Ao entrarem em contato com o sangue, a saliva ou outros fluidos biológicos, essas substâncias geram uma resposta eletroquímica que pode ser mensurada com um potenciostato – instrumento que mede o sinal elétrico – acoplado a um smartphone e posteriormente lida por meio de um aplicativo.

Embora não se trate de exames domésticos, os biossensores fornecem o diagnóstico de forma mais rápida e barata que exames laboratoriais, cujos equipamentos podem custar milhões de reais. Lima espera que esses dispositivos possam ser empregados no diagnóstico de doenças em locais como farmácias e ambulatórios.

“Com a covid-19, uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) passou a permitir que farmácias façam testes para diversas doenças e patógenos, como dengue e malária”, lembra o pesquisador. “Então, uma pessoa que saiba minimamente mexer nesse sistema pode fazer o teste no ponto de atendimento. Ela pega o material biológico, mede, descarta, e o paciente recebe o resultado prévio ali mesmo”, detalha.

As tecnologias desenvolvidas incluem sensores para detecção de covid-19, mpox, herpes e infarto, além de um dispositivo para monitoramento de quatro biomarcadores clínicos com amostras de saliva.

No caso do sensor para diagnóstico de mpox, por exemplo, o dispositivo foi montado em um substrato de papel que recebeu uma gravação a laser de gás carbônico, resultando na formação de trilhas condutoras à base de grafeno. Esse material, modificado com anticorpos específicos, ao entrar em contato com o vírus – via saliva, sangue, plasma ou amostras das feridas do paciente – reconhece uma proteína localizada ao redor de sua membrana. Após inserir o sensor no potenciostato, o aplicativo consegue apresentar os resultados em apenas 15 minutos.

Como os dados aparecem em gráficos, a sua leitura demanda uma curva de aprendizado, mas também se mostra mais eficiente do que testes de fluxo lateral, como é o caso dos exames de farmácia para covid-19. Isso porque a visualização das linhas coloridas nesse tipo de sensor costuma ser mais difícil quando a infecção está no seu início e a carga viral ainda é baixa, podendo criar a falsa impressão de que o paciente não está infectado.

“Entretanto, no nosso tipo de sensor, por conta de a medição ser feita de maneira instrumental, a gente consegue detectar concentrações muito mais baixas, de forma bem mais precisa e a um custo competitivo”, comenta o orientador do estudo, William Reis de Araújo, lembrando que esse é o primeiro biossensor eletroquímico para mpox desenvolvido no mundo.

 

Ideia surgiu durante a pandemia

A ideia de criar os biossensores eletroquímicos surgiu durante a pandemia de covid-19. Até então, Lima pretendia trabalhar com sensores vestíveis em seu doutorado, algo impossibilitado pelas medidas de distanciamento social. Em 2021, o pesquisador passou uma temporada na Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos), onde empregou sua expertise na área de sensores eletroquímicos para auxiliar no diagnóstico do Sars-CoV-2.

Esses estudos resultaram no primeiro biossensor do tipo, para covid-19, produzido em parceria com aquela universidade. O equipamento mostrou-se eficiente na detecção de onze variantes diferentes do vírus. Mais tarde, por interesse de um professor dos Estados Unidos, a tecnologia passou a ser usada para o diagnóstico de herpes.

Chegando ao Brasil, o aluno avançou na sua linha de pesquisa, desta vez no Laboratório de Sensores Químicos do IQ, expandindo a tecnologia a fim de abarcar outras doenças. Além dos dispositivos para herpes e mpox, Lima criou um biossensor no abaixador de línguas médico, com o objetivo de detectar os níveis de glicose, ácido úrico, nitrito e tiocianato em amostras de saliva. Voltada ao público infantil, a inovação evita a extração de sangue do paciente, utilizando tintas condutoras biologicamente compatíveis na superfície do objeto, onde o pesquisador desenhou um polvo. “Eu fiz esse desenho para ter algo fora do tradicional, que tornasse o exame divertido para as crianças. Mas o formato possui fins meramente ilustrativos. Não há uma geometria intrínseca nele”, afirma.

A tese de Lima também incluiu um biomarcador para diagnóstico de infarto agudo do miocárdio, por meio da detecção da enzima creatina quinase, cuja concentração aumenta no organismo humano durante esses episódios. “No pré-infarto há uma série de sinais como formigamento no braço esquerdo, falta de ar e dor no peito que podem ser indicativos para a realização do exame. Então, a ideia é usar essa tecnologia para diagnosticar a condição tanto em seus estágios iniciais quanto em pacientes que já estão passando pelo infarto propriamente dito”, esclarece o pesquisador.

Atualmente, Lima trabalha como pós-doutorando no IQ, onde continua a desenvolver biossensores eletroquímicos, agora para doenças como leucemia, H1N1, dengue, zika e chikungunya, com o apoio de outros alunos do laboratório. Seu objetivo é obter parâmetros para tornar esses testes cada vez mais robustos, possibilitando a sua inserção futura no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Um dia eu quero disponibilizar ao público meu próprio laboratório para a realização desses testes ou mesmo que esses equipamentos sejam levados para regiões remotas e usados no diagnóstico de doenças no caso de pessoas que não têm acesso fácil a uma rede pública de saúde.” (Com informações da Unicamp)

Tags: aplicativodispositivodoençasexameslaboratórioPandemiaquímicatecnologiaUnicamp
CompartilheCompartilheEnviar
Redação

Redação

O Hora Campinas reforça seu compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação em que você pode confiar.

Notícias Relacionadas

Centro de acolhimento celebra Dia dos Pais com reflexão sobre paternidade responsável
Cidade e Região

Centro de acolhimento celebra Dia dos Pais com reflexão sobre paternidade responsável

Por Redação
9 de agosto de 2026

...

Motorista morre ao colidir Uno na traseira de um caminhão na Anhanguera, em Campinas
Cidade e Região

Motorista morre ao colidir Uno na traseira de um caminhão na Anhanguera, em Campinas

Por Redação
9 de agosto de 2026

...

Semanas da Juventude terão 33 atividades gratuitas em Campinas em 16 dias

Semanas da Juventude terão 33 atividades gratuitas em Campinas em 16 dias

8 de agosto de 2026
Mulher de 42 anos é morta a facada pelo marido em Valinhos; vítima tinha medida protetiva

Mulher de 42 anos é morta a facada pelo marido em Valinhos; vítima tinha medida protetiva

8 de agosto de 2026
‘Rolimã na Rua’ terá edição especial do Dia dos Pais neste domingo, em Valinhos

‘Rolimã na Rua’ terá edição especial do Dia dos Pais neste domingo, em Valinhos

8 de agosto de 2026
Sociólogo e analista internacional, Lejeune Mirhan morre em Campinas aos 69 anos

Sociólogo e analista internacional, Lejeune Mirhan morre em Campinas aos 69 anos

8 de agosto de 2026
Carregar Mais

Mais lidas

  • Herói até o fim: pedreiro salva colega e morre afogado dentro de caixa d’água

    Herói até o fim: pedreiro salva colega e morre afogado dentro de caixa d’água

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • ‘Rolimã na Rua’ terá edição especial do Dia dos Pais neste domingo, em Valinhos

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Campinas abre seleção inédita de projetos para a pessoa idosa

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Motorista morre ao colidir Uno na traseira de um caminhão na Anhanguera, em Campinas

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Mulher de 42 anos é morta a facada pelo marido em Valinhos; vítima tinha medida protetiva

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Avatar photo
    Alexandre Campanhola
    Hora da Saudade
  • Avatar photo
    Carmino de Souza
    Letra de Médico
  • Avatar photo
    Cecília Lima
    Comunicar para liderar
  • Avatar photo
    Daniela Nucci
    Moda, Beleza e Bem-Estar
  • Avatar photo
    Gustavo Gumiero
    Ah, sociedade!
  • Avatar photo
    José Pedro Martins
    Hora da Sustentabilidade
  • Avatar photo
    Karine Camuci
    Você Empregado
  • Avatar photo
    Kátia Camargo
    Caçadora de Boas Histórias
  • Avatar photo
    Luis Norberto Pascoal
    Os incomodados que mudem o mundo
  • Avatar photo
    Luis Felipe Valle
    Versões e subversões
  • Avatar photo
    Renato Savy
    Direito Imobiliário e Condominial
  • Avatar photo
    Retrato das Juventudes
    Sonhos e desafios de uma geração
  • Avatar photo
    Thiago Pontes
    Ponto de Vista
Hora Campinas

Somos uma startup de jornalismo digital pautada pela credibilidade e independência. Uma iniciativa inovadora para oferecer conteúdo plural, analítico e de qualidade.

Anuncie e apoie o Hora Campinas

VEJA COMO

Editor-chefe

Marcelo Pereira
marcelo@horacampinas.com.br

Editores de Conteúdo

Laine Turati
laine@horacampinas.com.br

Maria José Basso
jobasso@horacampinas.com.br

Reportagem multimídia

Silvio Marcos Begatti
silvio@horacampinas.com.br

Leandro Ferreira
fotografia@horacampinas.com.br

Marketing

Pedro Basso
atendimento@horacampinas.com.br

Para falar conosco

Canal Direto

atendimento@horacampinas.com.br

Redação

redacao@horacampinas.com.br

Departamento Comercial

atendimento@horacampinas.com.br

Noticiário nacional e internacional fornecido por Agência SP, Agência Brasil, Agência Senado, Agência Câmara, Agência Einstein, Travel for Life BR, Fotos Públicas, Agência Lusa News e Agência ONU News.

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.