A Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) anunciou as novas listas de leituras indicadas para os estudantes para os próximos três anos do Vestibular Unicamp, a partir da edição de 2027. A cada ano, são indicadas nove obras para leitura, sendo sempre três novas obras em relação ao ano anterior.
O objetivo da divulgação com antecedência é permitir o planejamento às escolas e que os vestibulandos tenham um tempo maior para se preparar para as provas. As listas estão disponíveis na página da Comvest na internet. A lista para o Vestibular 2026, a ser realizado este ano, já havia sido divulgada e também está disponível na página da Comvest.
Novas obras
Passam a fazer parte das próximas listas, nove novas obras de leitura obrigatória: para a edição de 2027, passam a integrar a lista, as seguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis; Canções escolhidas, de Paulo César Pinheiro e Os funerais da Mamãe Grande, de Gabriel Garcia Márquez.
Para o Vestibular Unicamp 2028, as novas obras são: O direito à literatura (capítulo de Vários Escritos), de Antonio Candido; Os quinze, de Raquel de Queiróz e Quarenta dias, de Maria Valéria Rezende. No Vestibular Unicamp 2029, as novas obras selecionadas são: Broquéis, de Cruz e Souza; Lésbia, de Maria Benedita Bormann; Chá do príncipe, de Olinda Beja.
Sobre a presença de obras estrangeiras na lista, a banca de literatura destacou que a escolha dialoga com a perspectiva sinalizada pela Base Nacional Comum Curricular e explicou que, nesse sentido, tanto a literatura africana como a latino-americana, estão representadas por duas coleções de contos: Os funerais da Mamãe Grande, do escritor colombiano Gabriel García Márquez, e Chá do príncipe, da escritora santomense Olinda Beja.
Já em relação à adoção, no gênero poesia, das canções de Paulo César Pinheiro, de acordo com a banca, a ideia é expandir a experiência dos estudantes de ensino médio com a literatura, considerando, por exemplo, o lirismo intenso e uma profunda inquietação política e social presentes na obra e que mesclam um refinado trabalho com a linguagem a recursos da poesia popular e da oralidade.
Dentre as obras clássicas da literatura brasileira que passam a fazer parte das litas estão Memórias Póstumas de Brás Cubas, de 1881, considerada pela banca como um divisor de águas na obra de Machado de Assis e na própria literatura brasileira do século XIX; e O Quinze, romance de estreia de Rachel de Queiroz, publicado em 1930, considerada uma obra marcante naquilo que veio a ser a vertente regionalista do modernismo brasileiro.
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