O Vera Cruz Hospital, em Campinas, acaba de lançar o Programa de Saúde Pulmonar, iniciativa voltada à promoção da saúde respiratória, prevenção de doenças graves e diagnóstico precoce, com o suporte de uma equipe multidisciplinar. O objetivo é melhorar os desfechos clínicos dos pacientes e incentivar hábitos de vida mais saudáveis.
O programa atende pacientes de todas as faixas etárias — jovens, adultos e idosos — com atenção especial àqueles expostos a fatores de risco, como tabagismo, poluição e histórico familiar de doenças respiratórias. A equipe é composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais da saúde, que atuam de forma integrada, oferecendo cuidado contínuo, desde a triagem até o acompanhamento pós-tratamento.
A proposta incentiva escolhas que fortalecem os pulmões, melhoram a respiração e aumentam a vitalidade no dia a dia.
“Com acesso a recursos avançados, conseguimos oferecer soluções personalizadas e de alta qualidade, sempre focadas no bem-estar e na recuperação do paciente. Temos, por exemplo, um acompanhamento estruturado para quem deseja parar de fumar, seja cigarro tradicional ou eletrônico. Esse processo é conduzido por uma equipe multiprofissional”, explica Ermilo Junior, responsável pelo atendimento aos pacientes tabagistas.
Rastreamento
O programa também contempla um sistema robusto de rastreamento do câncer de pulmão, que pode ser iniciado tanto em consultas ambulatoriais quanto em atendimentos de emergência. Tabagistas ativos com histórico prolongado (acima de 30 anos) são encaminhados para avaliação clínica com pneumologistas e realização de exames de imagem, como tomografia.
Caso sejam identificados nódulos, o paciente passa por biópsia com a equipe de cirurgia torácica e, se necessário, é direcionado ao oncologista para tratamento multidisciplinar. Quando não há sinais de malignidade, o acompanhamento continua com o pneumologista.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2023 e 2025 o Brasil deve registrar cerca de 32.560 novos casos de câncer de pulmão por ano — o que representa um risco estimado de 15,06 casos a cada 100 mil habitantes. Projeções indicam um aumento de até 65% até 2040. Globalmente, é o câncer mais comum entre os homens e o terceiro entre as mulheres. Em termos de mortalidade, é a principal causa por câncer entre os homens e a segunda entre as mulheres.
Macedo ressalta que, além do tabagismo e do câncer de pulmão, outras doenças respiratórias também exigem atenção, como a asma, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), pneumonias, bronquites, tuberculose, doenças pulmonares intersticiais — como fibroses e inflamações crônicas — e a apneia do sono.
“O sistema respiratório é vital e sensível a diversas agressões. Por isso, é fundamental estar atento a qualquer sinal de desconforto, como tosse persistente, chiado no peito ou falta de ar. O diagnóstico precoce faz toda a diferença, pois permite iniciar o tratamento adequado com mais rapidez, o que impacta diretamente na recuperação e na qualidade de vida do paciente”, conclui.







