Titular do meio de campo bugrino e autor do gol da vitória do Guarani por 1 a 0 sobre o Santa Cruz na última rodada, Willian Farias fez uma análise da trajetória do time nesse início de Série C em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (7).
O experiente volante de 36 anos reconhece que a equipe ainda trabalha em busca de seu melhor futebol e destaca que o processo é de construção. O comentário foi feito diante da pressão da torcida por melhor desempenho. Há duas rodadas, o técnico Élio Sizenando estava ameaçado no cargo.
“Não vamos subir no jogo contra o Maringá. Vamos subir em outubro”, disse ao se referir ao próximo compromisso, segunda-feira (11), no Paraná, pela sexta rodada.
“Estamos em construção”, salientou. “Uma pressão absurda agora pode atrapalhar lá na frente.” Com 9 pontos em 5 rodadas, o Guarani está invicto e dentro do G8.
Willian, entretanto, não deixa de ver também a pressão do torcedor como um “privilégio”. “Isso significa que estamos em um clube grande, que tem história”, justifica. Para ele, cabe ao jogador dentro de campo evitar que essas cobranças externas interfiram no desempenho. “É humano o atleta se abalar, mas temos que saber focar naquilo que foi trabalhado para podermos tomar as melhores decisões nas partidas.”
Para o volante, a equipe atravessa um momento positivo, com o retorno de atletas que estavam em recuperação física e o bom nível de desempenho de quem está recebendo oportunidade. Contra o Santa Cruz, o destaque da equipe foi o meia Carlos Eduardo, que estreou como titular.
“É importante para o conjunto a manutenção de uma formação, mas gosto quando acontece de novos atletas entrarem e mostrarem um bom futebol. Isso ‘aumenta o sarrafo’ e faz com que a gente cresça também.”
Willian reconheceu que individualmente não fez uma boa partida diante do Santa Cruz, mas no final foi responsável pelo gol da vitória ao finalizar, de cabeça, cobrança de escanteio de Guilherme Parede aos 46 do segundo tempo. Ele classificou o lance como sobrenatural. “Não treino bola parada e nem costumo ir para a área”, disse. “Foi algo inexplicável.”












