Dalila Mosciati, gerente de uma loja de chocolates finos, em Campinas, pode ter sido mais uma vítima de feminicídio na região. Ela deu entrada no Hospital Samaritano já morta, com sinais de estrangulamento, na manhã desta quarta-feira (17).
O próprio marido a conduziu até a unidade de saúde alegando que a mulher havia engasgado. O homem foi preso em flagrante.
Um dia antes, na terça-feira (16), um caso envolvendo a morte da influenciadora Micaelly Lara, de 19 anos, e de seu ex-namorado, em Hortolândia, foi registrado como feminicídio seguido de suicídio.
Dalila, de 37 anos, chegou ao Hospital Samaritano conduzida pelo marido, que a deixou no local, informou seu endereço residencial e foi embora, de acordo com informações da Polícia Civil.
Ao identificar que a mulher estava morta e com sinais de estrangulamento, funcionários do hospital acionaram a Polícia Militar. De acordo com análise dos médicos, Dalila já estava sem vida há cerca de duas horas.
Procurado pelo Hospital, o homem não foi localizado, pois o endereço dele não correspondia com o informado. No entanto, ele retornou à unidade de saúde, alegando que tinha ido trocar de roupa, pois havia urinado nas calças.
Questionado, ele contou que sua mulher havia passado mal, após se engasgar. Disse também que tentou fazer massagem cardíaca e, desesperado, a arrastou até o carro para conduzi-la ao hospital.
Diante das contradições das informações, o homem foi preso e o caso registrado como feminicídio na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher.











