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Home Opinião

Artigo: Por uma verdadeira metrópole – por Regina Márcia M. Tavares

Redação Por Redação
29 de julho de 2023
em Opinião
Tempo de leitura: 5 mins
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Campinas 249 anos: uma metrópole de gente e oportunidades

Campinas é o município da RMC que ficou com a maior fatia dos recursos contra a dengue liberados pelo Estado: dos 16,5 milhões, cidade recebeu R$ 5,5 milhões - Foto: Leandro Ferreira/Hora Campinas

Neste mês de julho, em que Campinas comemora seus 249 anos, cumprimento-a com o agradecimento de me haver recebido generosamente no fim dos anos 60, desejando-lhe um futuro promissor com o reconhecimento da importância da Cultura, em todas as suas expressões, para um desenvolvimento da sociedade sintonizado com o que vêm afirmando organismos internacionais, há anos, em várias convenções.

Sabe-se que a Cultura, em seu sentido socioantropológico é o conjunto dos modos de fazer, sentir, pensar, que uma população cria ao longo de gerações para enfrentar os desafios da sobrevivência física e social. Ao contrário do que se pensa comumente, ela não é somente Arte ou o produto exclusivo de elites de conhecimento apurado de uma dada sociedade; ela é muito mais que isto, é algo produzido por toda a coletividade, apresentando-se diferente em extratos sociais diversos, mas com valor idêntico. Pode-se dizer que ela é uma trama de significados que perpassa todo o tecido social garantindo a identidade individual e coletiva.

 

A população de Campinas, ao logo de gerações acumulou um patrimônio cultural, ou seja, um conjunto de bens materiais e imateriais fruto das relações de seus cidadãos com o meio natural e com os demais indivíduos da coletividade, assim como as interpretações dessas mesmas relações, nos seus vários ciclos econômicos e com movimentos migratórios diferentes.

 

Este patrimônio é dinâmico e variável pela própria natureza do processo que o produz e preservá-lo não deve significar jamais “engessá-lo” ou “congelá-lo”. Seu papel é oferecer oportunidades e espaços onde o processo da produção cultural seja visto, analisado, compreendido, transformando-se assim em referencial necessário ao próprio reconhecimento da identidade pessoal e coletiva, bem como sustentação para a criatividade necessária ao advento do futuro.

Uma administração municipal competente de nossa metrópole será sempre aquela capaz de propor um plano completo que possa garantir a progressiva realização das potencialidades dos membros da coletividade, priorizando a preservação das múltiplas memórias culturais, a defesa das identidades, a democratização do acesso a valores culturais e a criação de condições para a estimulação da criatividade no seio da população. Para que tal objetivo seja alcançado faz-se necessária a integração permanente das muitas secretarias de governo, o que não acontece frequentemente.

 

Se ao Estado não compete produzir Cultura, a ele compete desempenhar o papel de facilitador e articulador político, ou seja: promover debates nacionais, regionais e locais envolvendo Universidades, Centros Culturais, Museus, Associações comunitárias, de classe e outras ações que resultarão, certamente, no refinamento da interação entre as políticas públicas.

Campinas, assim como sua região metropolitana, desenvolveu-se a partir da agricultura canavieira, depois cafeeira, sendo que a partir de 1930 ensejou um desenvolvimento industrial. A partir dos anos 50 a região assistiu à chegada de grandes empresas multinacionais e à implantação de um parque industrial moderno, bem como à entrada da televisão no Brasil. A Faculdade de Filosofia, já existente há alguns anos, que preparara pessoal para a organização política e institucional da cidade e do estado aparelhou-se para enfrentar os novos desafios na área do conhecimento tecnológico assumindo a dimensão de Universidade em 1955. A instalação da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp em 1966, com uma proposta de interação com o setor produtivo regional, assim como do CPQD da Telebrás serviram para alavancar a região na direção de um desenvolvimento sem paralelo no Brasil.

Ao longo dos anos, outras universidades e faculdades foram surgindo para dar suporte à economia, mas infelizmente, a ênfase dada à Educação Formal não se fez acompanhar pela Não Formal na metrópole de mais de um milhão de habitantes. Seus administradores públicos, com honrosas exceções, não investiram em espaços próprios ao desenvolvimento da Cultura Patrimonial e Artística, setores essenciais à manutenção da Memória Social identificadora e à expansão dos repertórios da população para uma cidadania amplificada.

 

Hoje, Campinas é um significativo polo técnico-industrial, centro de região metropolitana, sem que seja realmente uma metrópole capaz de atrair e difundir a produção artística de qualidade, de todos os tipos. Inclusive, inúmeras entidades particulares de valor, quase centenárias, sobrevivem com recursos próprios sem espaços adequados e suficientes à apresentação de suas produções.

 

Se temos por hábito fazer votos em aniversários, neste mês de Campinas desejo a criação do CENTRO CULTURAL CARLOS GOMES: ESPAÇO DE INFORMAÇÃO, CRIAÇÃO E PRAZER ASSOCIADOS.

Nos dias de hoje e com toda certeza mais ainda no futuro, o Turismo Cultural será a maior fonte de entrada de divisas nos países. Num mundo que se globaliza tecnicamente em velocidade espantosa e se homogeneíza culturalmente, investir num projeto cultural ambicioso e original parece ser um caminho interessante, levando-se em conta a riqueza da diversidade cultural metropolitana. Campinas poderá vir a ser um destino permanentemente desejado internacionalmente, assim como a Salzburg de Mozart, Bayreuth de Vagner, Milão ou Nova York, apresentando ao mundo o maior compositor operístico das Américas do século XIX, o afrodescendente ANTÔNIO CARLOS GOMES.

Desconhecido em sua própria terra, O Tonico de Campinas poderá ser um ÍCONE que atrairá o mundo para ouvir a sua música e de tantos outros compositores brasileiros de mérito, assim como conhecer outras manifestações artísticas dos muitos grupos étnicos brasileiros, num Centro Multimodal que deverá incluir:

 

a) Um TEATRO METROPOLITANO, onde espetáculos de dança, teatrais e musicais de qualidade possam ser apresentados e, também, um festival gomesiano realizado, anualmente;

 

b) Uma GALERIA onde artistas metropolitanos e convidados possam expor suas obras para deleite do público;

 

c) Um ESPAÇO DE CRIATIVIDADE onde a população poderá desenvolver suas habilidades criativas oportunizando o aparecimento e/ou projeção de outros tantos valores citadinos e regionais;

 

d) Um MUSEU onde um acervo precioso, já existente, possa ser devidamente preservado e apreciado por um público maior;

 

e) Um RESTAURANTE com comida típica paulista e regional;

 

f) LOJAS com produtos típicos da região metropolitana.

 

O CENTRO CULTURAL CARLOS GOMES deverá ser um local onde crianças, jovens e adultos possam ser protagonistas, além de espectadores; onde cada indivíduo tenha oportunidade de expandir seu repertório, aprender a importância da preservação de seu patrimônio cultural, expressar-se na modalidade criativa que mais sensibilizá-lo e, desta forma, descobrir-se, valorizar-se como pessoa, internalizar a cultura à qual pertence e ter condições reais de exercer a cidadania. Deverá ser, vocacionalmente, um ponto de encontro onde a Cultura possa ser vivenciada em sua totalidade, numa associação gratificante de exercício intelectual e prazer sensorial.

Mudamos em 50 anos, o que não mudamos em 5 séculos. O conhecimento humano caminhou na direção da especialização para aprofundamento, mas temos de recuperar os momentos de síntese se quisermos compreender a nós mesmos e ao que se passa ao nosso redor, bem como transmitir a outrem tal saber, prazerosamente!

Foto: Divulgação
Regina Márcia é antropóloga, docente universitária aposentada, escritora, palestrante, consultora acadêmica para América Latina e Caribe, membro de várias entidades culturais. www.reginamarciacultura.com.br
Tags: ArtigoCampinasculturaHistóriaHora CampinasMemóriametrópoleOpiniãoprogramasprojetos
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