A Organização Mundial da Saúde (OMS) acolheu o parecer do Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional após reunião realizada em Genebra. A varíola M, conhecida como Mpox, é desde esta quarta-feira (14) uma emergência de saúde pública de preocupação internacional.
A decisão foi tomada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, na sequência de uma reunião do Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional realizada em Genebra.
O chefe da OMS, Tedros Ghebreyesus, destacou que o comitê de emergência se reuniu e informou que, em sua visão, a situação constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional e que ele aceitou esse parecer.
Depois da sessão, o especialista Dimie Ogoina, que liderou o grupo, declarou que a recomendação se seguiu a uma audição de especialistas da OMS e à discussão sobre critérios sobre o potencial de a doença de espalhar pela África e pelo mundo.
Depois da sessão, o especialista Dimie Ogoina, que liderou o grupo, declarou que a recomendação se seguiu a uma audição de várias partes, incluindo especialistas da OMS, e à discussão sobre critérios sobre o potencial de a doença de espalhar pela África e pelo mundo.
A OMS disse que a varíola M se espalhou pela República Democrática do Congo, onde o vírus, antes chamado de varíola dos macacos, foi descoberto pela primeira vez em humanos em 1970 antes de se espalhar para outros países.
A agência confirma que mais de 14 mil casos e 524 mortes foram relatados até agora em território congolês, o que supera o total do ano passado.
A OMS destaca ainda o surgimento em 2024 e a rápida disseminação da variante do vírus designada clado 1b na República Democrática do Congo, que “pode ter se espalhando principalmente por meio de redes sexuais”.
A detecção em países vizinhos do território congolês é especialmente preocupante e uma das principais razões para a decisão de convocação do comitê de emergência.
A doença
A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, pessoas infectadas pelo vírus e materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.
As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas que secam e caem. O número de lesões pode variar de algumas a milhares.
As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e na planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, nos olhos, nos órgãos genitais e no ânus.
De acordo com a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras, a mpox requer tratamento de suporte, de forma a controlar os sintomas da forma mais eficaz possível e evitar mais complicações. A maioria dos pacientes tratados se recupera dentro de um mês, mas a doença pode ser fatal quando não tratada. Na República Democrática do Congo, onde a taxa de mortalidade da cepa existente é muito maior do que na África Ocidental, mais de 479 pessoas morreram desde o início do ano.











