A Ponte Preta está novamente impedida de registrar jogadores devido a um transfer ban imposto pela Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD), órgão da CBF responsável por mediar conflitos no futebol brasileiro. A punição foi aplicada após o clube atrasar o pagamento de duas parcelas do acordo firmado com a entidade, que prevê a quitação de aproximadamente R$ 18 milhões em dívidas ao longo de 10 anos.
O presidente Marco Eberlin confirmou a informação nesta segunda-feira (21), em entrevista à Rádio Bandeirantes. O acordo foi firmado em setembro de 2024 e abrange cerca de 90 credores, entre ex-jogadores, treinadores, empresários e clubes.
“Graças a Deus não conseguiram arrastar todo o nosso dinheiro. Esse bloqueio é decorrente de administrações anteriores. O departamento jurídico trabalha para derrubar os bloqueios e assim nós pagarmos e acabarmos com o transfer ban”, declarou o presidente.
Apesar da punição, a Ponte conseguiu registrar o lateral-esquerdo Kevyn, vindo do Paysandu, um dia antes da CNRD comunicar oficialmente o bloqueio, na sexta-feira (18). A janela de transferências abriu no dia 10 de julho e segue até 2 de setembro.
Salários também devem ser regularizados
Eberlin também garantiu que os salários de junho, com vencimento previsto para o fim de julho, serão pagos integralmente.
“Temos que pagar até o fim do mês. Nós tivemos três jogadores que não tiveram a totalidade dos seus salários pagos. A comissão técnica também não recebeu. Mas tudo isso foi conversado e não influencia no rendimento da equipe”, disse, minimizando a situação.
No mês passado, os salários de maio também foram pagos com atraso, o que o presidente atribuiu a bloqueios judiciais. Eles foram acertados apenas no inicio de julho. A prática adotada pelo clube é de pagar no fim do mês seguinte ao trabalhado.
Sem reforços no radar
Mesmo diante da expectativa por reforços na reta final da Série C, Eberlin afirmou que não há nomes certos para chegar à equipe. Segundo ele, a Ponte não contratará por impulso:
“Tem outros nomes que a gente olha, mas até agora não tem nenhum nome que a gente possa falar que chega para brigar para ser titular. Contratar por contratar a Ponte não vai fazer.”
Sobre o acordo e o transfer ban
O acordo assinado com a CNRD em setembro de 2024 estabeleceu um parcelamento para o pagamento de cerca de R$ 18 milhões em dívidas acumuladas desde 2018. As parcelas começaram em R$ 150 mil mensais, mas estão sujeitas a correções e aumentos previstos contratualmente.
Caso o clube atrase pagamentos de forma recorrente, como aconteceu neste caso, o transfer ban pode ser aplicado automaticamente, impedindo novos registros de atletas até a regularização dos débitos.
Não é a primeira vez que a Ponte é punida pela inadimplência nesse acordo. Em outubro de 2024, o clube também foi penalizado por deixar de pagar a primeira parcela (de R$ 450 mil). Na época, a janela de transferências estava fechada.
A Ponte Preta volta a campo pela Série C no próximo domingo (27), contra o líder Caxias, fora de casa. Com 26 pontos, a Macaca está apenas um atrás do time gaúcho, que perdeu para o Náutico na última segunda-feira. Uma vitória em Caxias do Sul coloca a Ponte na liderança isolada da competição.











