A Ponte Preta pode ser punida com a perda de até dez mandos de campo, além de multa que varia entre R$ 100 e R$ 100 mil, em razão dos episódios registrados na vitória por 2 a 0 sobre o Londrina, no dia 25 de outubro, que garantiu à Macaca o título da Série C. O julgamento ocorrerá nesta quarta-feira (10), às 11h, conduzido pela 3ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva.
O clube foi denunciado pelo STJD por conta da invasão dos torcedores ao gramado do Moisés Lucarelli após o apito final, enquadrada no Artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da falha em “tomar providências capazes de prevenir e reprimir” desordem, invasão e arremesso de objetos. A pena prevista é de uma a dez partidas de perda de mando de campo.
A Ponte também responde ao Artigo 191, por descumprimento de obrigações legais, com multa estipulada entre R$ 100 e R$ 100 mil; e ao Artigo 257, que prevê punição de duas a dez partidas por rixa, conflito ou tumulto durante o jogo.
Na súmula da partida do dia 25 de outubro, o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) registrou que, após o término do jogo, houve “invasão generalizada” da torcida da Ponte Preta e que as duas placas eletrônicas de substituição desapareceram após o tumulto, conforme informado pelo delegado da partida.
Antes da final, o clube havia divulgado uma série de recomendações aos torcedores, incluindo o pedido para que não invadissem o gramado, justamente pelo risco de punição.
A orientação não foi atendida: o campo foi tomado pela torcida, impedindo, inclusive, a cerimônia de entrega da taça e das medalhas prevista pela CBF. A premiação ocorrerá nesta segunda-feira (8), no Prêmio Brasileirão 2025, no Rio de Janeiro.
Confusão entre jogadores também será julgada
Além da invasão ao campo, o STJD vai analisar a confusão que envolveu jogadores e membros das comissões técnicas de Ponte Preta e Londrina, ocorrida aos 27 minutos do segundo tempo e que paralisou a partida por oito minutos.
Serão julgados o zagueiro Danrlei, enquadrado no Artigo 254-A por agressão física, com pena prevista de quatro a doze jogos; o lateral Kevyn, denunciado no Artigo 250 por ato hostil, com punição de um a três jogos; e o preparador de goleiros Lauro, que responde ao Artigo 258 por conduta contrária à ética desportiva, com possível suspensão de um a seis jogos.
Os três foram expulsos durante o tumulto. Danrlei não faz mais parte do elenco pontepretano.
Pelo lado do Londrina, o técnico Roger Silva, o zagueiro Vanderlei e o massagista Fábio dos Santos também responderão às denúncias. O clube paranaense ainda será julgado pelo Artigo 206, que trata de atraso no início da partida, com multa de R$ 100 a R$ 1.000 por minuto, além do Artigo 257, pelo tumulto.

Reapresentação do elenco
A Ponte Preta se reapresentou nesta segunda-feira (8) para o início da pré-temporada de 2026, após adiar a volta aos trabalhos, inicialmente marcada para 2 de dezembro. Nesta primeira etapa, os jogadores passaram por avaliações físicas, exames médicos e cardiológicos.
Entre os atletas registrados nas imagens divulgadas pelo clube estavam Elvis, Jeh, Rodrigo Souza e Léo Oliveira.
Apesar das dificuldades financeiras, a Macaca informou, em nota, que trabalha no mercado e já tem reforços encaminhados, que serão anunciados assim que toda a documentação for finalizada. O primeiro compromisso oficial da temporada será em 11 de janeiro, contra o Corinthians, na estreia do Paulistão.











