10 de agosto de 2026
O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS, ANÁLISE E SERVIÇOS
ANUNCIE
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
Sem Resultados
Ver todos os resultados
PUBLICIDADE
Home Opinião

Artigo: Pesquisas eleitorais manipulam dados? – por Guilherme Carvalho

Redação Por Redação
20 de outubro de 2022
em Opinião
Tempo de leitura: 4 mins
A A
Nenhum candidato poderá ser preso a partir deste sábado (17)

Sob ataque, os institutos de pesquisa têm sido considerados grandes inimigos do processo eleitoral. A pesquisa de opinião que indica tendências do eleitorado é um retrato que busca apontar possíveis resultados. Os números influenciam o comportamento do eleitor. Por isso, quando indicam um resultado diferente daquele que os candidatos esperam ou quando indicam números diferentes do que ocorre nas urnas são rapidamente descredibilizados.

É verdade que o primeiro turno revelou uma margem de erro maior do que o previsto por parte dos principais institutos de pesquisa do Brasil para as eleições presidenciais. Ipec e DataFolha, por exemplo, apontavam uma diferença de 16 pontos entre Lula e Bolsonaro na véspera do pleito. O resultado da votação, no entanto, foi de cinco pontos percentuais entre ambos, bem acima dos quatro pontos percentuais da margem aceitável de erro entre ambos.

 

Não faltaram críticas de políticos, analistas, jornalistas e até tentativas de punição aos institutos de pesquisa.

 

Primeiro, o líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), ensaiou a proposição de projeto de lei para punir os institutos de pesquisa e limitar a divulgação dos números no máximo 15 dias antes da eleição. Mais recentemente a Polícia Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mobilizados pelo governo federal, abriram investigações contra os institutos, processo suspenso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato à reeleição, Jair Bolsonaro também tem repetido cotidianamente em declarações em redes sociais e na imprensa que os institutos estão mal intencionados.

O que não se falou, no entanto, é que boa parte dos milhares de institutos brasileiros também apresentaram números muito próximos aos resultados da eleição, não apenas para presidente, mas também nos estados. É o caso do instituto Atlas, da Quaest e da Paraná Pesquisas. A IRG Pesquisas, do Paraná, também apresentou dados que corresponderam aos resultados para eleição presidencial, governo estadual e Senado, no estado.

O coordenador do IRG Pesquisas, Ricieri Garbelini, aponta a metodologia como o principal fator que afeta a precisão nos dados divulgados pelos institutos de pesquisas. Dentre as questões que induziram ao erro, segundo o coordenador, está o recorte da amostragem populacional. “Os dados do IBGE não são atualizados desde 2010. Muitos se basearam nestes dados para fazer a estratificação de grupos, o que provocou erros na amostragem. No critério de faixa de renda, por exemplo, o DataFolha não considerou a Pnad, que traz dados mais atuais”, sustenta.

 

Garbelini não acredita em manipulação de números para favorecer candidaturas, ainda que isto possa ocorrer eventualmente em pesquisas encomendadas por partidos, candidatos ou apoiadores.

 

“Os dados são auditados e ficam disponíveis publicamente no site do TSE. Qualquer pessoa pode acessar e conferir os resultados e a metodologia aplicada. O problema é que a metodologia não é conferida por especialistas do TSE ou fiscais e não há um órgão que regule a realização de pesquisas eleitorais no Brasil”, diz.

Representantes de institutos tradicionais como Ipec e DataFolha se posicionaram publicamente após as críticas. O problema não teria sido metodológico, mas de um comportamento de migração de última hora de votos de eleitores de Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) para Bolsonaro. Por outro lado, também houve abstenções maiores entre eleitores que pretendiam votar em Lula e que se abstiveram, segundo os institutos.

 

O problema agora é que, com a mobilização contra os institutos, a credibilidade dos dados está sob suspeita e as equipes de coleta de dados estão tendo dificuldades para levantar os dados.

 

A Associação Brasileira de Pesquisas Eleitorais (Abrapel) e a Associação Brasileira de Pesquisas (ABEP) publicaram uma nota na qual “repudiam veementemente o tratamento que tem sido dispensado às equipes de pesquisadores das empresas que realizam pesquisas eleitorais”.

A variação dos resultados em pesquisas eleitorais é relativamente comum. Afinal, as pesquisas são um retrato baseado em uma pequeníssima amostra de pessoas que representam diferentes grupos sociais. Trata-se de um instrumento democrático que indica tendências que podem ajudar o eleitor a escolher o que fazer com seu voto e orienta candidatos e partidos em suas campanhas eleitorais.

Qual instituto não quer divulgar dados que antecipem os resultados de uma eleição? É justamente o que torna estas empresas mais valorizadas e mais procuradas. A credibilidade é o maior valor destes institutos, então, não faz sentido apostar que as pesquisas querem divulgar dados para favorecer este ou aquele.

 

Registro e punição

Pela lei eleitoral, os institutos de pesquisa devem disponibilizar os dados levantados no site do TSE. Que devem ser registrados, inserindo a metodologia utilizada para aplicação das pesquisas, considerando a estratificação por sexo, idade, escolaridade, renda e região. A margem de erro aceitável em pesquisas desta natureza é de 2%, o que exige a coleta de 2.100 respostas em diferentes localidades. É possível conferir as informações como valores de contratação e notas fiscais de todas as pesquisas eleitorais válidas realizadas no Brasil no link Consulta a pesquisas registradas.

A resolução n. 23.600, de 12 de dezembro de 2019, que trata da divulgação de pesquisas eleitorais prevê multa de até R$ 106 mil e prisão para responsáveis em caso de divulgação de pesquisa fraudulenta ou não registradas. Além disso, pessoas ou instituições que se sentirem prejudicadas por pesquisas tendenciosas podem acionar a Justiça para impedir a sua divulgação.

 

Guilherme Carvalho é doutor Sociologia com pós-doutorado em Jornalismo. É professor do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

 

Tags: ataquesBolsonaroCentro Universitário Internacional Uninterdescredibilizaçãoeleições 2022Guilherme Carvalholulaopinião públicapesquisas eleitoraisprocesso eleitoral
CompartilheCompartilheEnviar
Redação

Redação

O Hora Campinas reforça seu compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação em que você pode confiar.

Notícias Relacionadas

Artigo – Dia dos Pais: conheça os animais que dão um verdadeiro exemplo de cuidado com os filhotes – por Alan Maia
Opinião

Artigo – Dia dos Pais: conheça os animais que dão um verdadeiro exemplo de cuidado com os filhotes – por Alan Maia

Por Redação
9 de agosto de 2026

...

Artigo: O espetáculo e a existência – por Gabriel Basso Pereira
Opinião

Artigo: O espetáculo e a existência – por Gabriel Basso Pereira

Por Redação
9 de agosto de 2026

...

ONU adia votação sobre uso da força para manter trânsito em Ormuz

Artigo: Por que as crises no Oriente Médio nunca são apenas regionais? – por Francisco Nascimento

8 de agosto de 2026
Artigo – A trova: paixão e desafios – por Adilson Roberto Gonçalves

Artigo – A trova: paixão e desafios – por Adilson Roberto Gonçalves

7 de agosto de 2026
Artigo: O mercado da autoestima e os limites do Direito na estética – por Laura Falsarella e Amyr Muknickas Sabry

Artigo: O mercado da autoestima e os limites do Direito na estética – por Laura Falsarella e Amyr Muknickas Sabry

6 de agosto de 2026
Artigo – A ampulheta do patrimônio: segundo semestre de 2026 é o limite para o planejamento sucessório – por Jônia Barbosa de Souza

Artigo – A ampulheta do patrimônio: segundo semestre de 2026 é o limite para o planejamento sucessório – por Jônia Barbosa de Souza

5 de agosto de 2026
Carregar Mais

Mais lidas

  • Herói até o fim: pedreiro salva colega e morre afogado dentro de caixa d’água

    Herói até o fim: pedreiro salva colega e morre afogado dentro de caixa d’água

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • ‘Rolimã na Rua’ terá edição especial do Dia dos Pais neste domingo, em Valinhos

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Campinas abre seleção inédita de projetos para a pessoa idosa

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Motorista morre ao colidir Uno na traseira de um caminhão na Anhanguera, em Campinas

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Mulher de 42 anos é morta a facada pelo marido em Valinhos; vítima tinha medida protetiva

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Avatar photo
    Alexandre Campanhola
    Hora da Saudade
  • Avatar photo
    Carmino de Souza
    Letra de Médico
  • Avatar photo
    Cecília Lima
    Comunicar para liderar
  • Avatar photo
    Daniela Nucci
    Moda, Beleza e Bem-Estar
  • Avatar photo
    Gustavo Gumiero
    Ah, sociedade!
  • Avatar photo
    José Pedro Martins
    Hora da Sustentabilidade
  • Avatar photo
    Karine Camuci
    Você Empregado
  • Avatar photo
    Kátia Camargo
    Caçadora de Boas Histórias
  • Avatar photo
    Luis Norberto Pascoal
    Os incomodados que mudem o mundo
  • Avatar photo
    Luis Felipe Valle
    Versões e subversões
  • Avatar photo
    Renato Savy
    Direito Imobiliário e Condominial
  • Avatar photo
    Retrato das Juventudes
    Sonhos e desafios de uma geração
  • Avatar photo
    Thiago Pontes
    Ponto de Vista
Hora Campinas

Somos uma startup de jornalismo digital pautada pela credibilidade e independência. Uma iniciativa inovadora para oferecer conteúdo plural, analítico e de qualidade.

Anuncie e apoie o Hora Campinas

VEJA COMO

Editor-chefe

Marcelo Pereira
marcelo@horacampinas.com.br

Editores de Conteúdo

Laine Turati
laine@horacampinas.com.br

Maria José Basso
jobasso@horacampinas.com.br

Reportagem multimídia

Silvio Marcos Begatti
silvio@horacampinas.com.br

Leandro Ferreira
fotografia@horacampinas.com.br

Marketing

Pedro Basso
atendimento@horacampinas.com.br

Para falar conosco

Canal Direto

atendimento@horacampinas.com.br

Redação

redacao@horacampinas.com.br

Departamento Comercial

atendimento@horacampinas.com.br

Noticiário nacional e internacional fornecido por Agência SP, Agência Brasil, Agência Senado, Agência Câmara, Agência Einstein, Travel for Life BR, Fotos Públicas, Agência Lusa News e Agência ONU News.

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.