Todos nós carregamos ao longo da vida nossa criança interior; uma criança indefesa e marcada por faltas de diversos tipos: de validação, apoio, amor, cuidado… O problema é que negligenciamos essa criança e, principalmente, suas faltas. Com o passar dos anos aprendemos muitas coisas nas dificuldades. Aprendemos a ser fortes, corajosos(as) e independentes, mas infelizmente o amadurecimento pode ser confundido, equivocadamente, com abandonar nossa criança interior.
Inconscientemente buscamos preencher essas lacunas das formas mais simples que encontramos, para que a criança não faça barulho dentro de nós. Nos ocupamos com prazeres que satisfazem superficialmente e nos “distraem” da parte complicada de nós mesmos, até que a criança comece a chorar…
Aprendi recentemente que devemos adotar nossa criança interior e proporcionar a ela tudo o que lhe falta e esse é o jeito mais genuíno de ser autossuficiente. Existem coisas em nós que nunca serão realmente preenchidas pelo outro.
Eu sei que pode parecer (e é mesmo) assustador olhar para dentro e encarar nossas faltas, mas o único jeito de enfrentar um problema é enxergá-lo, então, acolha sua criança!
Também é importante ressaltar que, com esse papo de crianças e faltas, minha intenção não é responsabilizar os pais! Já que eles também são eternas crianças aprendendo a viver…
Espero que este texto te ajude a reparar suas faltas e a valorizar tudo o que há de bom dentro de si. As crianças são preciosas.

Tábita Luiza de Ávila Dutra, 20 anos, mora em Pelotas no Rio Grande do Sul e pela segunda vez é colunista do Retrato das Juventudes. A jovem se prepara para ingressar na faculdade de medicina e atua como monitora da Academia Educar On-line.












