Senhoras e senhores, respeitável público! Peço a atenção de todos para um grande espetáculo que transmite a conexão de diferentes culturas por meio da arte circense, chamado Cirque Amar.
Quando pequena, já fui a diversos circos com a minha família. Confesso que não era muito fã, justamente pelos palhaços que me assustavam dos pés à cabeça (e ainda assustam até hoje). Porém, após uma experiência recente, mudou minha visão sobre essa arte.
O Cirque Amar é de origem francesa, com mais de 150 anos de tradição, e fez a estreia de sua curta temporada em Campinas no final de março. Uma grande e querida amiga me deu a oportunidade de assistir ao espetáculo como colunista.
Não é novidade que a escrita é um refúgio para minha alma, e é meu sonho poder trabalhar com ela um dia. No entanto, a experiência de assistir a apresentação de estreia como uma mini jornalista foi indescritível. Era como se cada peça tivesse se encaixado, uma chave mágica tivesse girado e me feito perceber que esse realmente é meu sonho: descobrir histórias incríveis, diferentes, e mostrá-las para outras pessoas.

O espetáculo em si é surreal. É possível observar todo o trabalho em equipe e a dedicação para que tudo aconteça. Algo que achei muito encantador foi a diversidade cultural dentro do elenco, com mais de 15 nacionalidades diferentes dividindo o palco. A partir disso, percebe-se que a arte atravessa barreiras e se conecta com todos aqueles que são capazes de apreciá-la.
É importante lembrar que a área artística nunca foi valorizada, sendo até mesmo desprezada por não ser considerada algo digno, diferente de outras carreiras. Recentemente, o ator Timothée Chalamet gerou polêmica ao afirmar que balé e ópera são apresentações que as pessoas são obrigadas a manter vivas, mesmo que não tenham importância.
A verdade é que nenhuma arte precisa que a mantenhamos viva. Ela é a forma mais bela e pura de expressão: é livre e não há como restringi-la; você apenas a vive e a sente. A arte esteve presente há milhares de anos e continuará existindo, sendo prestigiada ou não.
Com isso, fica o convite para aqueles que queiram visitar o circo que estará por aqui até o final de maio, pois vale cada segundo — e também para que apreciem todas as outras formas de expressão artística ao seu alcance, seja teatro, ópera, ballet e circo.
A arte está viva e continuará dentro de nossas almas.

Maria Eduarda da Silva Lima, 16 anos, mora em Campinas e pelo segundo ano consecutivo é colunista do Retrato das Juventudes. A jovem sonha em cursar jornalismo, embora também tenha interesse em explorar áreas como pedagogia e biologia, mantendo aberto o caminho para diferentes possibilidades de atuação no futuro.











