Depois de enfrentar uma longa batalha jurídica com o Paysandu em razão de atrasos nos pagamentos, André Lima conseguiu a rescisão contratual e assinou com a Ponte Preta. Anunciado no Moisés Lucarelli no final de março como reforço, o volante mudou de camisa, mas se vê envolvido com problemas semelhantes aos do passado, pelo menos por enquanto.
Desde meados de 2025, os atrasos salariais são recorrentes no clube campineiro, que passa por grave crise financeira. Há, por outro lado, a expectativa de que a questão seja resolvida até o final de maio, após a direção se manifestar sobre o assunto nesta semana.
“Existe a promessa de que as coisas vão se ajeitar, mas enquanto não se ajeita, temos que focar nas vitórias”, disse André Lima em entrevista nesta quinta-feira (14). “Mas não vou mentir, é difícil.”
Ao fazer uma avaliação sobre o início da Ponte Preta na Série B, André Lima incluiu os problemas extracampo em seu comentário. “Todo mundo sabe o que está acontecendo aqui dentro, não cabe a mim falar, mas é difícil passar por certas coisas”, afirmou. “Mas temos que manter o foco dentro de campo. Quando vestimos a camisa da Ponte, não podemos entrar de qualquer jeito nos jogos e temos que buscar os três pontos. Aqui não tem vagabundo e nem tem melindragem.”
Para André, a torcida tem manifestado um comportamento coerente diante da situação do clube. “Nos jogos, os torcedores têm cobrado de quem tem de ser cobrado. Mas quando entramos em campo, eles querem a vitória, assim como nós, não importando se está em dia ou não (os salários).”
Sobre a situação do time na Série B, André lamentou os últimos resultados que deixaram a Ponte na zona de rebaixamento, mas acredita na reação. “Temos elenco e capacidade de estar entre os líderes”, afirmou. “Vamos nos concentrar em não cometer os mesmos erros e olhar para cima. Na Ponte não podemos lutar contra o rebaixamento. Se não for assim, não vale a pena estar aqui.”











