Num processo de renegociação e readaptação que se arrasta desde o ano passado, o Cândido Ferreira e a Associação Cornélia Vlieg comunicam nesta sexta-feira, durante assembleia, o encerramento de cinco atividades laborais do Núcleo de Oficinas e Trabalho. O fechamento vai impactar a assistência a 150 pessoas. Essas oficinas (Ladrilho Hidráulico, Marcenaria, Vitrais, Mosaico e Costura) seguem até 31 de julho.
O comunicado, que já circula nas redes sociais, informa que o fechamento decorre do processo de municipalização das oficinas de Inclusão Social pelo Trabalho pela Prefeitura Municipal de Campinas.
A assembleia está prevista para começar às 8h30 desta sexta (8) no refeitório do San, à Rua Helena Frabrin, s/n, em Sousas.
No comunicado, o serviço ressalta que seguirá com quatro oficinas. “Manteremos nosso compromisso com a inclusão social, o cuidado e a geração de oportunidades. Agradecemos profundamente a todos que fizeram e fazem parte dessa história de 35 anos. Vocês constroem diariamente o sentido do nosso trabalho” diz nota conjunta do Cândido e da Associação Cornélia Vlieg.

As oficinas que estarão sendo mantidas são: Agrícola: horta e jardinagem; Restaurante; Culinária para eventos e Papelaria: junção gráfica e papel.
O serviço é referência em Saúde Mental e Economia Solidária, com atividades de artesanato, orgânicos e culinária dentro do processo de acolhimento dos pacientes, geração de renda para as famílias e desenvolvimento social.

Entenda o impasse
A Prefeitura de Campinas e o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira anunciaram no ano passado um acordo para novo convênio de oferta assistencial a partir de 1º de setembro. Todo o imbróglio passou pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
A Administração propôs um repasse mensal de R$ 6,9 milhões a partir de setembro e que parte dos serviços hoje realizados pelo Cândido seja assumida gradativamente pelo Município.

Campinas tem 14 centros de atenção psicossocial (CAPS), sendo que em 11 deles há oferta assistencial pelo Cândido Ferreira. Além disso, a instituição atua no Serviço Consultório na Rua, cinco centros de convivência e dois serviços direcionados para geração de renda.
Antes das tratativas, o repasse mensal da Prefeitura estava em R$ 6,08 milhões. Em 30 de maio, a 2ª Vara da Fazenda Pública elevou o valor para R$ 6,25 milhões até fim das discussões e, posteriormente, em 4 de julho, revisou para R$ 6,5 milhões até a conclusão deste processo. O Cândido Ferreira reivindicava R$ 7.418.987,77.













