Os vereadores de Campinas aprovaram na sessão desta quarta-feira (30), em análise inicial, o Projeto de Lei (PL) 3/2024 que visa a implementar e disciplinar o Polo de Inovação e Desenvolvimento Sustentável (PIDS) em uma área do distrito de Barão Geraldo.
A proposta de autoria do Executivo, que ainda precisa ser aprovada em segunda votação e sancionada pelo prefeito Dário Saadi para se tornar lei e ser implementada, teve 24 votos favor e seis contrários. Se posicionaram contra os vereadores Gustavo Petta (PCdoB), Mariana Conti e Paulo Bufalo (ambos do Psol) e os petistas Cecílio Santos, Guida Calixto e Paolla Miguel.
“Essa proposta foi amplamente discutida em audiências públicas promovidas pelo Executivo e também aqui na Câmara, no último sábado (26)”, afirma o vereador Paulo Haddad (PSD), líder de governo na Câmara. “Mais de 1.100 sugestões foram recebidas e avaliadas. É um projeto importante que estabelece o perímetro do polo, objetivos, diretrizes e parâmetros para parcelamento, uso e ocupação do solo no perímetro deste polo, que tem como objetivo estimular a ocupação equilibrada e sustentável da região.”
A proposta é incentivar a instalação de centros de pesquisa, laboratórios e empresas industriais de alta tecnologia. Ainda de acordo com o PL, será promovida a ocupação mista de áreas, o incentivo ao desenvolvimento de projetos inovadores e o apoio a instalação de empresas de ciência e tecnologia, sem descuido da proteção ambiental e das áreas de maior susceptibilidade a inundações.
“Neste sentido, é importante enfatizar que a proposta estabelece diretrizes ambientais bastante rígidas, de maneira a salvaguardar áreas verdes e minimizar quaisquer impactos nocivos para a natureza”, conclui Haddad.
Oposição
A oposição é contrária à proposta. Para Mariana Conti, o projeto representa uma ameaça ao meio ambiente e pode aumentar o custo de vida na região. “É mais um dos projetos que Dário tenta impor à população para favorecer a especulação imobiliária”, postou a vereadora nas redes sociais.
Paulo Bufalo compartilha da mesma opinião. “É predatório para a cidade e para o meio ambiente.” Ele alertou que o PIDS pode desmatar áreas rurais e acelerar a expansão urbana desordenada.











