A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou na tarde desta segunda-feira (23) mais oito mortes por dengue. Os óbitos ocorreram entre 25 de março e 27 de abril. Com os novos registros, o total de mortes por dengue na cidade em 2025 chega a 11. O município também registrou este ano a primeira morte da história por Chikungunya. São 39.978 confirmações da doença.
Cinco das oito vítimas eram idosos do sexo masculino. São eles um homem de 74 anos, com comorbidades, atendido pela rede particular e morador da área de abrangência do CS Vista Alegre; outro de 67 anos, sem comorbidade, morador da área do CS Aurélia; um de 84 anos, com comorbidade, morador da região do CS São Quirino; um morador de Sousas de 79 anos, com comorbidade, e outro homem de78 anos, com comorbidade, morador da área de abrangência do CS São Bernardo.
As outras três vítimas eram mulheres. Uma de 41 anos, sem comorbidade, moradora da área de abrangência do CS Esmeraldina; outra de 53 anos, com comorbidade, da região do CS Guanabara, e uma de 51 anos, com comorbidades, atendida na rede pública e moradora da área de abrangência do CS Esmeraldina.
Segundo a Prefeitura, medidas preconizadas foram desencadeadas nas regiões onde residiam as pessoas que morreram: controle de criadouros, busca ativa de pessoas sintomáticas e nebulização para combater o mosquito Aedes aegypti, vetor da doença e de outras arboviroses.
Fatores e cuidados
Dois fatores contribuíram para a alta de casos na cidade desde 2024: circulação simultânea de três sorotipos do vírus pela primeira vez na história e condições climáticas favoráveis para a proliferação do mosquito, principalmente com sucessivas ondas de calor.
“Os cuidados para prevenção à dengue e outras arboviroses precisam ser permanentes. É muito importante que a população continue tomando todos os cuidados possíveis para evitar locais com acúmulo de água que possam servir de criadouros para o mosquito Aedes aegypti durante o inverno. Nosso apelo é para que as pessoas, uma vez por semana, separem alguns minutos para verificar todos os pontos dos imóveis e contribuir com o poder público neste enfrentamento”, ressaltou a assessora técnica do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) Priscilla Pegoraro.
Com ações diárias para prevenção e combate às arboviroses, a Saúde reitera o alerta com objetivo de sensibilizar a população para tentar reduzir casos e óbitos: a melhor forma de prevenção contra a dengue é eliminar qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro para o mosquito, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes e calhas. É importante, ainda, vedar a caixa d’água e manter fechados vasos sanitários inutilizados.












