Campinas é uma das sete cidades brasileiras escolhidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o estudo sobre a incorporação de injeção semestral de prevenção ao HIV ao Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. Será usada a vacina lenacapavir, da fabricante Gilead Sciences.
O medicamento será disponibilizado também em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Salvador, Florianópolis, Manaus e Nova Iguaçu (RJ).
Campinas apresentou seguidas quedas de casos de infecção por HIV entre os anos de 2016 (306) e 2021 (139). Os casos voltaram a crescer em 2022 (195) e 2023 (226) e em 2024, data do último levantamento, apresentaram ligeira queda (203). Em 2023 e 2024, a faixa etária com maior número de casos é de 20 a 29 anos.
O estudo conduzido pela Fiocruz, chamado ImPrEP LEN Brasil, será voltado a homens gays e bissexuais, pessoas não binárias identificadas como do sexo masculino ao nascer e pessoas transgênero, de 16 a 30 anos.
A indicação da medicação, de acordo com a Anvisa, é para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35kg, que estejam sob risco de contrair o vírus. Antes de iniciar o tratamento, é obrigatório realizar teste com resultado negativo para HIV-1.
A escolha do lenacapavir para prevenção do HIV-1, como profilaxia pré-exposição (PrEP) foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O fármaco tem alta eficácia contra o vírus e, como injeção subcutânea, precisa ser administrado a cada seis meses.
A Fiocruz confirmou que as doses já foram disponibilizadas pela Gilead Sciences e que o início das aplicações depende da chegada ao Brasil de agulhas específicas.











