Um carro trafegando pela contramão pode ter causado o acidente que matou seis pessoas, sábado (13), na Rodovia Oswaldo Cruz. Boletim de Ocorrência da Polícia Civil informa que o tombamento pode ter sido provocado por esse veículo, cuja placa não foi identificada. Testemunhas dizem se tratar de um Fiat Toro de cor preta.
O ônibus de dois andares foi proibido de descer a serra de Ubatuba por uma blitz do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) – na rodovia é proibido o tráfego e caminhões e ônibus com mais de sete metros de comprimento e pesando mais de sete toneladas. Testemunhas relataram que quando o motorista fazia o retorno, um veículo na contramão teria passado em alta velocidade. Ao tentar desviar dele, o ônibus perdeu o controle e, neste momento, capotou.
O coletivo saiu de São Paulo em direção a Paraty (RJ) e transportava 66 passageiros. O capotamento ocorreu no km 78, na altura de São Luiz do Paraitinga. Entre as seis vítimas fatais do acidente, está a filha do motorista do ônibus, uma menina de 8 anos de idade.
As vítimas fatais são Felipe Ramiro dos Santos, de 24 anos; João dos Santos Leite, de 60 anos; Ana Julia Sousa Santos (filha do motorista), de 8 anos; Ademilson Ferreira dos Santos, de 41 anos, Solange Santana Novaes, de 48 anos, e Marizete Venâncio (a idade não foi revelada). Com exceção de Solange, que faleceu a caminho do hospital, todos os outros morreram no local.
Outras 47 pessoas ficaram feridas. Seis pessoas estão internadas no Hospital Regional de Taubaté, sendo que três delas estão em estado grave. Na Santa Casa de Ubatuba apenas uma pessoa segue internada.
De acordo com a Agência Nacional de Transporte Terrestre, o ônibus tinha documentação em dia, mas não possuía autorização para viagem interestadual. A Artesp informou “que a empresa Andreatur, nome fantasia ARCA Turismo, responsável pelo ônibus, está com registro válido até 2025. “O ônibus em questão também tinha vistoria válida junto à Agência até 2022”, informou a agência em nota.











