O Centro de Oncologia Campinas lançou a edição 2025 do programa “Viver sem Cigarro”, iniciativa que tem por objetivo levar a conscientização sobre os malefícios do fumo aos estudantes a partir do 5º ano. Podem participar gratuitamente do programa escolas das redes públicas e privada de Campinas e região. Em 2024, oito instituições de ensino fizeram parte das ações. Foram 51 palestras que impactaram 1.401 alunos. As inscrições vão até o dia 10 de abril, pelo e-mail cepoc@oncologia.com.br.
O tabagismo está relacionado a pelo menos 16 tipos de câncer, além de doenças cardíacas e pulmonares. Nos últimos seis anos, o número de brasileiros que utilizam cigarros eletrônicos saltou 600% e atingiu quase três milhões de usuários em 2024. O consumo crescente dos chamados vaps pode ser constatado sobretudo entre os jovens, parcela da população suscetível a desenvolver o tabagismo, mas também a mais receptiva a entender os perigos do vício.
Dados de 2023 indicam que 12,6% da população adulta do Brasil fumam, número 7 pontos percentuais abaixo da média mundial. Tão importante quanto conscientizar sobre o vício é impedir que ele comece. Essa é a proposta da campanha “Viver sem Cigarro”.
“Nos programas contra o vício para adultos fumantes, o índice de sucesso é muito baixo. Por volta de 10% largam definitivamente o cigarro. Porém, quando esclarecemos os mais jovens sobre os males, as chances de sucesso se multiplicam. Impedir que as gerações futuras comecem a fumar se mostra como meio eficiente para combater o vício do cigarro”, explica o oncologista clínico Fernando Medina, do COC.
Ana Raquel Medeiros Beck, enfermeira do COC com doutorado em saúde da criança e do adolescente pela Unicamp, é responsável por levar conhecimento a respeito do tabagismo aos alunos. O cigarro eletrônico, reforça, é especialmente prejudicial, apesar das informações sem base científica de que o dispositivo traz danos menores em comparação ao cigarro tradicional.
“Uma tragada de cigarro eletrônico equivale a dez tragadas dos cigarros tradicionais. Todo nosso trabalho é para evitar que um adolescente comece a fumar, porém, serve também para orientar aqueles que já experimentaram sobre os problemas do vício. O cigarro tradicional é sabidamente prejudicial, mas os dispositivos eletrônicos para fumar causam danos ainda maiores, porque são mais viciantes e passam a falsa impressão de serem menos prejudiciais”, detalha Ana Raquel.
Desde 2009, todos os tipos de dispositivos eletrônicos para fumar, incluindo os cigarros eletrônicos, são proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A proibição inclui a comercialização, a importação e a propaganda.
A Campanha
A campanha Viver sem Cigarro, criada há duas décadas pelo COC, reforça o princípio de que é possível minimizar os impactos do tabagismo a partir de políticas bem articuladas de orientação e prevenção. Profissionais da área médica do Centro são responsáveis pelas palestras, que duram em média uma hora e são acompanhadas de audiovisuais e sessões para tirar as dúvidas dos estudantes.
Ao final do ciclo de palestras, que se estende pelo primeiro semestre letivo, os participantes são convidados a apresentar desenhos sobre o tema tabagismo. Os melhores trabalhos são escolhidos para ilustrar o calendário do COC “Viver sem Cigarro”, apresentado em cerimônia realizada no final de cada ano, que também premia os selecionados. Os calendários são distribuídos pelo COC às escolas participantes, pacientes e colaboradores, também como forma de reforçar a campanha antitabagismo.
SERVIÇO
Programa “Viver sem Cigarro”
Inscrições: gratuitas
Público-alvo: estudantes a partir do 5º ano
Período de inscrição: 5 de março a 10 de abril
Envie sua inscrição para: cepoc@oncologia.com.br











