Com quase 87 mil casos confirmados, Campinas abrirá neste sábado (18) 15 centros de saúde (CSs) para atender, principalmente, pacientes com sintomas de dengue e aplicar as vacinas contra a doença e a gripe. As unidades funcionarão das 7h às 13h.
De janeiro até esta sexta-feira (17), 23 pessoas morreram de dengue, uma a mais que o recorde anterior de óbitos e casos, que pertencia ao ano de 2015, quando pouco mais de 65 mil pessoas tiveram dengue em Campinas. A faixa etária com maior número de contaminados no município é a de 20 a 29 e maioria dos óbitos (11) ocorreu entre pessoas com 80 anos ou mais, seguido pelo de50 a 59 e 70 a 79 (3 em cada).
O imunizante contra a dengue disponível nas unidades de saúde é aplicado em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, enquanto a dose contra a gripe é para todas as pessoas a partir de 6 meses de idade.
O objetivo é reforçar a assistência à população diante do contexto de epidemia e, com isso, reduzir a demanda por atendimentos nos hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar.
Os centros de saúde que funcionam neste sábado são: Aeroporto; Aurélia; Capivari; DIC 1; Fernanda; Florence; Ipê; São Domingos; São Quirino; Santa Lúcia; Santo Antônio; União de Bairros; Valença; Vila Rica e Vista Alegre.
Orientações sobre assistência
A pessoa que tiver febre deve procurar um centro de saúde imediatamente para diagnóstico clínico. Portanto, a Saúde faz um apelo para que a população não banalize os sintomas e também não realize automedicação, o que pode comprometer a avaliação médica, tratamento e recuperação.
Já quem estiver com suspeita de dengue ou doença confirmada e apresentar sinais de tontura, dor abdominal muito forte, vômitos repetidos, suor frio ou sangramentos deve buscar o quanto antes por auxílio em pronto-socorro ou em UPA.
“A gravidade por dengue, ela se dá, principalmente, na fase que a gente considera crítica, quando a pessoa deixa de ter febre. Diferente de outras viroses, que quando melhora a febre, a gente vê que está tendo resolução, na dengue isso não acontece. Então, nesse momento, as pessoas devem estar muito atentas se elas melhoraram ou se elas começaram a ter algumas alterações, como muitos vômitos, algum sinal de sangramento, por exemplo, na gengiva ou a mulher menstruada que começa a menstruar no maior volume e, além disso, se ela tem aquela sensação de desmaio”, alertou a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea Von Zuben.











