Um nódulo no pescoço, feridas na boca ou na pele que não cicatrizam, dor de garganta persistente, dificuldade ou dor para engolir e rouquidão. Embora muitos desses sintomas possam parecer comuns, eles também podem ser sinais de alerta para o câncer de cabeça e pescoço.
Durante a campanha Julho Verde, o Hospital Geral de Vila Penteado (HGVP), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo gerenciada pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL), reforça a importância da conscientização sobre a doença e do diagnóstico precoce, que pode elevar significativamente as chances de cura e permitir tratamentos menos agressivos.
O câncer de cabeça e pescoço reúne diferentes tipos de tumores que podem atingir a boca, garganta, laringe, nariz, seios da face, tireoide, glândulas salivares, pele e couro cabeludo.
Quando identificado nos estágios iniciais, as chances de cura podem chegar a 90%. Apesar disso, um estudo do Instituto Nacional de Câncer (INCA), divulgado em 2025, revelou que cerca de 80% dos casos diagnosticados no Brasil entre 2000 e 2017 foram descobertos em fases avançadas da doença.
Segundo a cirurgiã de cabeça e pescoço do Hospital Geral de Vila Penteado, Tânia Bastos de Souza, reconhecer os primeiros sinais da doença faz toda a diferença. “Ao notar qualquer sinal persistente, o paciente deve procurar um especialista para avaliação. A prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo as principais ferramentas para reduzir a mortalidade causada por esses tumores”, afirma.
A especialista explica que muitos pacientes demoram a procurar atendimento, atribuindo os sintomas a inflamações ou infecções passageiras. Esse atraso pode comprometer o diagnóstico precoce e reduzir as possibilidades de tratamento com melhores resultados.
“Quanto mais cedo o câncer é diagnosticado, maiores são as chances de cura e menores tendem a ser os impactos do tratamento para o paciente”, explica.
Principais sintomas
- Rouquidão persistente por mais de 15 dias;
- Caroço no pescoço;
- Feridas na boca que não cicatrizam;
- Dor ou dificuldade para engolir;
- Dor de garganta constante;
- Sangramento pela boca ou pelo nariz sem causa aparente;
- Dificuldade para falar ou respirar;
- Dor de ouvido persistente, especialmente quando acompanhada de alterações na garganta.
Como se prevenir
A médica lembra que além da atenção aos sintomas, a prevenção é fundamental. Abaixo algumas das principais recomendações:
- Não fumar e evitar qualquer forma de consumo de tabaco;
- Reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
- Usar preservativo nas relações sexuais e considerar a vacinação contra o HPV conforme as recomendações do do Programa Nacional de Imunizações;
- Manter uma boa higiene bucal;
- Utilizar protetor labial com fator de proteção solar e chapéu ao se expor ao sol por períodos prolongados;
- Manter consultas odontológicas e médicas regulares;
- Ter uma alimentação saudável e praticar atividade física regularmente.












