As estatísticas de ocorrências no Corredor Dom Pedro de rodovias, que corta a região de Campinas, registrou baixa recorde de acidentes em 2025. A Concessionária Rota das Bandeiras contabilizou o menor número de ocorrências da história: 1.346. Em apenas um ano, 11 vidas foram salvas, com redução de 15% das fatalidades em comparação ao ano anterior (74 em 2024; 63 em 2025).
Em 2010, primeiro ano completo de Concessão, foram 3.082 acidentes e 87 mortes. Desde então, o número de acidentes vem caindo seguidamente.
Após sete anos consecutivos de aumento, o número de fatalidades com motociclistas teve redução no ano passado, passando de 36 para 30 ocorrências.
Ao longo do ano, foram realizadas palestras em empresas e pontos de grande circulação de motociclistas, instalação gratuita de antenas corta-pipa e blitz educativas. Em parceria com a Emdec, empresa que gerencia o trânsito em Campinas – município de maior volume de tráfego de todo o Corredor -, uma campanha itinerante com motos de acidentes reais impactou quem passou por locais como a Estação Cultura e a Torre do Castelo. A ação terá continuidade em 2026.
“O número de motociclistas apresentou um boom nos últimos anos, sobretudo com as entregas via aplicativos, e isso acabou se refletindo nos acidentes também em trechos urbanos das rodovias, como é o caso da D. Pedro I (SP-065), em Campinas. Houve uma queda considerável, mas o número de mortes permanece em um patamar elevado. Seguiremos atuando em diferentes frentes para salvar mais vidas”, destaca Murilo Perez, gerente de Atendimento da Rota das Bandeiras.
A redução de ocorrências desde 2020, em números absolutos, é de 56%, mas a ampliação das condições de segurança é ainda mais significativa se considerado a evolução do volume de tráfego nas rodovias nos últimos 15 anos. Se nenhum investimento fosse realizado no período, a projeção era de que 2025 superasse 4.500 acidentes, com 129 mortes.
Já a adoção de dispositivos de segurança, como Terminais Absorvedores de Energia (TAE) em guardrails, contribuíram para diminuir o número de feridos e vítimas fatais nas rodovias. No ano passado, mais da metade das pessoas envolvidas em acidentes não sofreu ferimentos. Quando somado os feridos leves, o índice atinge 80%.
O Corredor Dom Pedro é formado por seis rodovias e está localizado em um ponto estratégico para o escoamento da produção nacional, garantindo a ligação do Vale do Paraíba com a Região Metropolitana de Campinas (RMC) e o Circuito das Frutas, por meio das rodovias D. Pedro I (SP-065), entre Campinas e Jacareí; Prof. Zeferino Vaz (SP-332), de Campinas ao distrito de Martinho Prado, em Mogi Guaçu; Eng. Constâncio Cintra (SP-360), entre Jundiaí e Itatiba; Perimetral de Itatiba (SPI 081/360); Romildo Prado (SP-063), entre Itatiba e Louveira; e o anel viário Magalhães Teixeira (SP-083), entre Campinas e Valinhos.









